terça-feira, 7 de julho de 2020

A SAGRADA ESCRITURA

18. Porque é que a Sagrada Escritura ensina a verdade?
105-108
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Porque o próprio Deus é o autor da Sagrada Escritura: por isso ela é dita inspirada e ensina sem erro aquelas verdades que são necessárias para a nossa salvação. Com efeito, o Espírito Santo inspirou os autores humanos, os quais escreveram aquilo que Ele nos quis ensinar. No entanto, a fé cristã não é «uma religião do Livro», mas da Palavra de Deus, que não é «uma palavra escrita e muda, mas o Verbo Encarnado e vivo» (S. Bernardo de Claraval).
19. Como ler a Sagrada Escritura?
109-119
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A Sagrada Escritura deve ser lida e interpretada com a ajuda do Espírito Santo e sob a condução do Magistério da Igreja segundo três critérios: 1) atenção ao conteúdo e à unidade de toda a Escritura; 2) leitura da Escritura na Tradição viva da Igreja; 3) respeito pela analogia da fé, isto é, da coesão entre si das verdades da fé.
20. O que é o cânone das Escrituras?
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O Cânone das Escrituras é a lista completa dos escritos sagrados, que a Tradição Apostólica levou a Igreja a discernir. O Cânone compreende 46 escritos do Antigo Testamento e 27 do Novo.
21. Que importância tem o Antigo Testamento para os cristãos?
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Os cristãos veneram o Antigo Testamento como verdadeira Palavra de Deus: todos os seus escritos são divinamente inspirados e conservam um valor permanente. Eles dão testemunho da divina pedagogia do amor salvífico de Deus. Foram escritos sobretudo para preparar o advento de Cristo Salvador do universo.
22. Que importância tem o Novo Testamento para os cristãos?
124-127
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O Novo Testamento, cujo objecto central é Jesus Cristo, entrega-nos a verdade definitiva da Revelação divina. Nele, os quatro Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, enquanto são o principal testemunho da vida e da doutrina de Jesus, constituem o coração de todas as Escrituras e ocupam um lugar único na Igreja.
23. Que unidade existe entre o Antigo e o Novo Testamento?
128-130
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A Escritura é una, uma vez que única é a Palavra de Deus, único é o projecto salvífico de Deus, única a inspiração divina dos dois Testamentos. O Antigo Testamento prepara o Novo e o Novo dá cumprimento ao Antigo: os dois iluminam-se mutuamente.
24. Qual a função da Sagrada Escritura na vida da Igreja?
131-133
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A Sagrada Escritura dá sustento e vigor à vida da Igreja. É para os seus filhos firmeza da fé, alimento e fonte de vida espiritual. É a alma da teologia e da pregação pastoral. Diz o Salmista: ela é «lâmpada para os meus passos, luz no meu caminho» (Sal 119,105). Por isso, a Igreja exorta à leitura frequente da Sagrada Escritura, uma vez que «a ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo» (S. Jerónimo).

 Fonte: www.vatican.va

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

A verdadeira história do Natal


A humanidade comemora essa data desde bem antes do nascimento de Jesus. Conheça o bolo de tradições que deram origem à festa
Roma, século 2, dia 25 de dezembro. A população está em festa, em homenagem ao nascimento daquele que veio para trazer benevolência, sabedoria e solidariedade aos homens. Cultos religiosos celebram o ícone, nessa que é a data mais sagrada do ano. Enquanto isso, as famílias apreciam os presentes trocados dias antes e se recuperam de uma longa comilança.
Mas não. Essa comemoração não é o Natal. Trata-se de uma homenagem à data de “nascimento” do deus persa Mitra, que representa a luz e, ao longo do século 2, tornou-se uma das divindades mais respeitadas entre os romanos. Qualquer semelhança com o feriado cristão, no entanto, não é mera coincidência.
A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. É tão antiga quanto a civilização e tem um motivo bem prático: celebrar o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte, que acontece no final de dezembro. Dessa madrugada em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu, até o auge do verão. É o ponto de virada das trevas para luz: o “renascimento” do Sol.
Num tempo em que o homem deixava de ser um caçador errante e começava a dominar a agricultura, a volta dos dias mais longos significava a certeza de colheitas no ano seguinte. E então era só festa. Na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Já os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa, enquanto os egípcios relembravam a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos.
Na China, as homenagens eram (e ainda são) para o símbolo do yin-yang, que representa a harmonia da natureza. Até povos antigos da Grã-Bretanha, mais primitivos que seus contemporâneos do Oriente, comemoravam: o forrobodó era em volta de Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano.
A comemoração em Roma, então, era só mais um reflexo de tudo isso. Cultuar Mitra, o deus da luz, no 25 de dezembro era nada mais do que festejar o velho solstício de inverno – pelo calendário atual, diferente daquele dos romanos, o fenômeno na verdade acontece no dia 20 ou 21, dependendo do ano. Seja como for, o culto a Mitra chegou à Europa lá pelo século 4 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Oriente Médio. Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade. E ela foi parar no centro do Império.
Mitra, então, ganhou uma celebração exclusiva: o Festival do Sol Invicto. Esse evento passou a fechar outra farra dedicada ao solstício. Era a Saturnália, que durava uma semana e servia para homenagear Saturno, senhor da agricultura. “O ponto inicial dessa comemoração eram os sacrifícios ao deus. Enquanto isso, dentro das casas, todos se felicitavam, comiam e trocavam presentes”, dizem os historiadores Mary Beard e John North no livro Religions of Rome (“Religiões de Roma”, sem tradução para o português). Os mais animados se entregavam a orgias – mas isso os romanos faziam o tempo todo.

E, enquanto isso, uma religião nanica que não dava bola para essas coisas crescia em Roma: o cristianismo
Solstício cristão
As datas religiosas mais importantes para os primeiros seguidores de Jesus só tinham a ver com o martírio dele: a Sexta-Feira Santa (crucificação) e a Páscoa (ressurreição). O costume, afinal, era lembrar apenas a morte de personagens importantes. Líderes da Igreja achavam que não fazia sentido comemorar o nascimento de um santo ou de um mártir – já que ele só se torna uma coisa ou outra depois de morrer. Sem falar que ninguém fazia idéia da data em que Cristo veio ao mundo – o Novo Testamento não diz nada a respeito.
Só que tinha uma coisa: os fiéis de Roma queriam arranjar algo para fazer frente às comemorações pelo solstício. E colocar uma celebração cristã bem nessa época viria a calhar – principalmente para os chefes da Igreja, que teriam mais facilidade em amealhar novos fiéis. Aí, em 221 d.C., o historiador cristão Sextus Julius Africanus teve a sacada: cravou o aniversário de Jesus no dia 25 de dezembro, nascimento de Mitra. A Igreja aceitou a proposta e, a partir do século 4, quando o cristianismo virou a religião oficial do Império, o Festival do Sol Invicto começou a mudar de homenageado.
“Associado ao deus-sol, Jesus assumiu a forma da luz que traria a salvação para a humanidade”, diz o historiador Pedro Paulo Funari, da Unicamp. Assim, a invenção católica herdava tradições anteriores. “Ao contrário do que se pensa, os cristãos nem sempre destruíam as outras percepções de mundo como rolos compressores. Nesse caso, o que ocorreu foi uma troca cultural”, afirma outro historiador especialista em Antiguidade, André Chevitarese, da UFRJ.
Não dá para dizer ao certo como eram os primeiros Natais cristãos, mas é fato que hábitos como a troca de presentes e as refeições suntuosas permaneceram. E a coisa não parou por aí. Ao longo da Idade Média, enquanto missionários espalhavam o cristianismo pela Europa, costumes de outros povos foram entrando para a tradição natalina. A que deixou um legado mais forte foi o Yule, a festa que os nórdicos faziam em homenagem ao solstício. O presunto da ceia, a decoração toda colorida das casas e a árvore de Natal vêm de lá. Só isso.
Outra contribuição do norte foi a idéia de um ser sobrenatural que dá presentes para as criancinhas durante o Yule. Em algumas tradições escandinavas, era (e ainda é) um gnomo quem cumpre esse papel. Mas essa figura logo ganharia traços mais humanos.
Nasce o Papai Noel
Ásia Menor, século 4. Três moças da cidade de Myra (onde hoje fica a Turquia) estavam na pior. O pai delas não tinha um gato para puxar pelo rabo, e as garotas só viam um jeito de sair da miséria: entrar para o ramo da prostituição. Foi então que, numa noite de inverno, um homem misterioso jogou um saquinho cheio de ouro pela janela (alguns dizem que foi pela chaminé) e sumiu.
Na noite seguinte, atirou outro; depois, mais outro. Um para cada moça. Aí as meninas usaram o ouro como dotes de casamento – não dava para arranjar um bom marido na época sem pagar por isso. E viveram felizes para sempre, sem o fantasma de entrar para a vida, digamos, “profissional”. Tudo graças ao sujeito dos saquinhos. O nome dele? Papai Noel.
Bom, mais ou menos. O tal benfeitor era um homem de carne e osso conhecido como Nicolau de Myra, o bispo da cidade. Não existem registros históricos sobre a vida dele, mas lenda é o que não falta. Nicolau seria um ricaço que passou a vida dando presentes para os pobres. Histórias sobre a generosidade do bispo, como essa das moças que escaparam do bordel, ganharam status de mito. Logo atribuíram toda sorte de milagres a ele. E um século após sua morte, o bispo foi canonizado pela Igreja Católica. Virou são Nicolau.
Um santo multiuso: padroeiro das crianças, dos mercadores e dos marinheiros, que levaram sua fama de bonzinho para todos os cantos do Velho Continente. Na Rússia e na Grécia Nicolau virou o santo nº1, a Nossa Senhora Aparecida deles. No resto da Europa, a imagem benevolente do bispo de Myra se fundiu com as tradições do Natal. E ele virou o presenteador oficial da data.
Na Grã-Bretanha, passaram a chamá-lo de Father Christmas (Papai Natal). Os franceses cunharam Pére Nöel, que quer dizer a mesma coisa e deu origem ao nome que usamos aqui. Na Holanda, o santo Nicolau teve o nome encurtado para Sinterklaas. E o povo dos Países Baixos levou essa versão para a colônia holandesa de Nova Amsterdã (atual Nova York) no século 17 – daí o Santa Claus que os ianques adotariam depois. Assim o Natal que a gente conhece ia ganhando o mundo. Mas nem todos gostaram da idéia.
Natal fora-da-lei
Inglaterra, década de 1640. Em meio a uma sangrenta guerra civil, o rei Charles 1º digladiava com os cristãos puritanos – os filhotes mais radicais da Reforma Protestante, que dividiu o cristianismo em várias facções no século 16.
Os puritanos queriam quebrar todos os laços que outras igrejas protestantes, como a anglicana, dos nobres ingleses, ainda mantinham com o catolicismo. A idéia de comemorar o Natal, veja só, era um desses laços. Então precisava ser extirpada.
Primeiro, eles tentaram mudar o nome da data de “Christmas” (Christ’s mass, ou Missa de Cristo) para Christide (Tempo de Cristo) – já que “missa” é um termo católico. Não satisfeitos, decidiram extinguir o Natal numa canetada: em 1645, o Parlamento, de maioria puritana, proibiu as comemorações pelo nascimento de Cristo. As justificativas eram que, além de não estar mencionada na Bíblia, a festa ainda dava início a 12 dias de gula, preguiça e mais um punhado de outros pecados.
A população não quis nem saber e continuou a cair na gandaia às escondidas. Em 1649, Charles 1º foi executado e o líder do exército puritano Oliver Cromwell assumiu o poder. As intrigas sobre a comemoração se acirraram, e chegaram a pancadaria e repressões violentas. A situação, no entanto, durou pouco. Em 1658 Cromwell morreu e a restauração da monarquia trouxe a festa de volta. Mas o Natal não estava completamente a salvo.
Alguns puritanos do outro lado do oceano logo proibiriam a comemoração em suas bandas. Foi na então colônia inglesa de Boston, onde festejar o 25 de dezembro virou uma prática ilegal entre 1659 e 1681. O lugar que se tornaria os EUA, afinal, tinha sido colonizado por puritanos ainda mais linha-dura que os seguidores de Cromwell. Tanto que o Natal só virou feriado nacional por lá em 1870, quando uma nova realidade já falava mais alto que cismas religiosas.
Tio Patinhas
Londres, 1846, auge da Revolução Industrial. O rico Ebenezer Scrooge passa seus Natais sozinho e quer que os pobres se explodam “para acabar com o crescimento da população”, dizia. Mas aí ele recebe a visita de 3 espíritos que representam o Natal. Eles lhe ensinam que essa é a data para esquecer diferenças sociais, abrir o coração, compartilhar riquezas. E o pão-duro se transforma num homem generoso.
Eis o enredo de Um Conto de Natal, do britânico Charles Dickens. O escritor vivia em uma Londres caótica, suja e superpopulada – o número de habitantes tinha saltado de 1 milhão para 2,3 milhões na 1a metade do século 19. Dickens, então, carregou nas tintas para evocar o Natal como um momento de redenção contra esse estresse todo, um intervalo de fraternidade em meio à competição do capitalismo industrial.
Depois, inúmeros escritores seguiram a mesma linha – o nome original do Tio Patinhas, por exemplo, é Uncle Scrooge, e a primeira história do pato avarento, feita em 1947, faz paródia a Um Conto de Natal. Tudo isso, no fim das contas, consolidou a imagem do “espírito natalino” que hoje retumba na mídia. Quer dizer: quando começar o próximo especial de Natal na televisão, pode ter certeza de que o fantasma de Dickens vai estar ali.
Outra contribuição da Revolução Industrial, bem mais óbvia, foi a produção em massa. Ela turbinou a indústria dos presentes, fez nascer a publicidade natalina e acabou transformando o bispo Nicolau no garoto-propaganda mais requisitado do planeta. Até meados do século 19, a imagem mais comum dele era a de um bispo mesmo, com manto vermelho e mitra – aquele chapéu comprido que as autoridades católicas usam.
Para se enquadrar nos novos tempos, então, o homem passou por uma plástica. O cirurgião foi o desenhista americano Thomas Nast, que em 1862, tirou as referências religiosas, adicionou uns quilinhos a mais, remodelou o figurino vermelho e estabeleceu a residência dele no Pólo Norte – para que o velhinho não pertencesse a país nenhum. Nascia o Papai Noel de hoje. Mas a figura do bom velhinho só bombaria mesmo no mundo todo depois de 1931, quando ele virou estrela de uma série de anúncios da Coca-Cola. A campanha foi sucesso imediato. Tão grande que, nas décadas seguintes, o gorducho se tornou a coisa mais associada ao Natal. Mais até que o verdadeiro homenageado da comemoração. Ele mesmo: o Sol.
Por Alexandre Versignassi e Thiago Minami
Fonte: www.super.abril.com.br

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Universidade de Coimbra é a mais antiga de Portugal, e foi fundada em 1290 por Dom Dinis, o Rei Trovador.


Universidade de Coimbra
CATEGORIAS: OFICINA DE TROVAS

A Universidade de Coimbra é a mais antiga de Portugal, fundada em 1290 por Dom Dinis, o Rei Trovador. Pouco mais de um século após o nascimento da nação portuguesa, D. Dinis assinou o Scientiae Thesaurus Mirabilis, dando origem à Universidade mais antiga de Portugal e a uma das mais antigas do Mundo.
Este Pano de fundo (Universidade de Coimbra) é a mais antiga de Portugal, fundada em 1290 por Dom Dinis, o Rei Trovador. Documento, datado de 1 de Março de 1290, dá início ao Estudo Geral (Studium General) e é reconhecido no mesmo ano pelo Papa Nicolau IV.
A Universidade começou a funcionar em Lisboa e foi transferida para Coimbra em 1308, alternando entre as duas cidades até ao século XVI, em 1537, altura em que foi instalada definitivamente na cidade de Coimbra.
Todo este processo transformou Coimbra numa cidade universitária, a "Cidade dos Estudantes", uma cidade dedicada ao conhecimento e aos estudos, cercada por um cenário repleto de tradição.(C.C.S.

Festival Pôr do Sol Cultural chega ao seu último final de semana em 2019

Atrações do Pôr do Sol Cultural atraem turistas e frequentadores da orla de Maceió

De 6 a 8 de dezembro vários grupos se apresentam no Posto 7, orla da Jatiúca
Texto de Júlya Rocha
O projeto Pôr do Sol Cultural chega ao último final de semana de apresentações artísticas e culturais deste ano. Promovido pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), a qiuinta edição do evento tem proporcionado lazer aos alagoanos e turistas, no fim de tarde, na orla de Jatiúca, em Maceió.
O Festival tem como objetivo oferecer aos artistas alagoanos um palco onde possam mostrar seus talentos. Desde o dia 22 de novembro a diversas atrações da terra passaram pelo Posto 7.
“O projeto foi abraçado pela população alagoana e tem sido um sucesso. É uma oportunidade para os nossos grupos culturais e bandas locais se apresentaram para um público abrangente e receptivo, além de ser uma oportunidade de mostrarmos aos turistas um pouco mais da cultura alagoana”, destacou a secretária de Estado da Cultura, Mellina Freitas.
 Confira a programação:
06/12
17h – Grupo Percussivo Baque Alagoano
18h – Igbonan Rocha
19h - Black Balanço
07/12
17h – Bumba Meu Boi Dragão
18h – Abanos do Forró
19h – Luís Moral
08/12
17h30 – Projeto Cultural Sexta da Boa Música
18h – Fator 4
19h – Banda Nukomando
Fonte: www.cultura.al.gov.br

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Imprensa Oficial vende livros com descontos de até 50% durante a bienal


Com mais de 140 títulos publicados, a maior editora do estado lança catálogo promocional com exclusividade para a Bienal, com descontos que variam entre 30% e 50%

Catálogo promocional, com exclusividade para a Bienal, oferece descontos que variam entre 30% e 50%. Foto: Ascom Imprensa Oficial



Texto de Ascom Imprensa Oficial
Presença confirmada na 9ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, a Imprensa Oficial Graciliano Ramos, maior editora do estado, preparou um feirão de livros com desconto em todos os títulos do catálogo, com exceção dos lançamentos. A promoção é válida durante todos os dias da Bienal e os livros podem ser adquiridos tanto no estande da Imprensa Oficial no Armazém Usina quanto no Arquivo Público, que sedia as ações institucionais da organização, ambos funcionam das 10h às 22h.
Com livros a partir de R$ 5,00, o feirão é uma ótima oportunidade para os amantes da literatura adquirirem as obras publicadas pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos. Mais de 60 títulos do catálogo estão na promoção por R$ 10,00 reais. Toda coleção de literatura infantil, a coco de roda, está com 50% de desconto. Clássicos da literatura alagoana, como “Ninho de Cobras” e “Calabar”, de Lêdo Ivo, também estão com 50% de desconto e saem por R$25,00.
Além dos livros de literatura também estão disponíveis no catálogo títulos de gastronomia, fotografia e títulos acadêmicos. “Exceto os lançamentos, todas as publicações da editora estão com descontos muito atrativos que variam de 30% a 50%, ou mais”, ressalta Dagoberto Omena, diretor-presidente da Imprensa Oficial.
Para conferir os preços dos livros da Graciliano no evento basta acessar o catálogo com os descontos pelo link:  http://tinyurl.com/imprensaoficialnabienal2019

A Imprensa Oficial Graciliano Ramos também conta com uma programação diferenciada para a criançada durante todos os dias da Bienal: pintura facial, das 10h às 12h e das 14h às 17h, e contação de história, das 10h30 às 11h30 e das 14h30 às 15h30. A programação infantil é gratuita e estará aberta ao público até o dia 10 de novembro, na sede do Arquivo Público de Alagoas.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Clubes-empresa estão do topo à zona de rebaixamento na Série B



Carlos Petrocilo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Fundado em 1921, o Figueirense mudou seu modelo de gestão de associação para clube-empresa em agosto de 2017 e cedeu 95% do seu controle para investidores. Em troca, a parceira Elephant Participações S/A sanaria dívidas de R$ 77 milhões entre impostos, fornecedores e ações trabalhistas.
Dois anos depois, o time catarinense está na zona de rebaixamento da Série B do Campeonato Brasileiro, com 32 pontos, a sociedade com a Elephant foi rompida e a dívida passou para R$ 110 milhões, segundo o presidente da agremiação, Francisco Assis Filho.
Com 35 pontos, logo acima do Figueirense na tabela, está o Londrina, outro clube-empresa. Das 20 equipes da segunda divisão, 5 (25%) deixaram de ser associações e adotaram a gestão empresarial nos últimos anos.
O caso mais bem-sucedido é o do Bragantino, líder com 62 pontos e muito próximo de garantir o acesso para a Série A. Botafogo-SP e Cuiabá, fora do G4 no momento, ainda têm chances de subir.
Cada time na Série B recebe R$ 6 milhões com a venda dos direitos de transmissão, a principal fonte de renda para eles. Esse valor é suficiente para honrar, no máximo, três meses de salários do elenco do Bragantino. A Red Bull, empresa de bebidas energéticas sediada na Áustria, é quem banca mais da metade das despesas.
A multinacional austríaca, que até o começo deste ano investia apenas no time Red Bull, com sede em Campinas, decidiu comprar o Bragantino por R$ 50 milhões. Há três anos, o clube estava rebaixado à Série C e disputava a Série A-2 do Campeonato Paulista.
O aporte dos austríacos, que pagam até R$ 9 mil como “bicho” por vitória, permitiu a montagem de um elenco que sobra na segunda divisão nacional. Para 2020, o Bragantino tem os planos de se manter na elite e fazer uma ampla reforma no estádio Nabi Abi Chedid.
O Botafogo de Ribeirão Preto deu um salto após receber um aporte inicial de R$ 8 milhões da empresa Trex Holding, que detém 40% das ações do clube. As decisões são tomadas pelo conselho de administração, composto por 7 membros, sendo 3 indicados pelo Botafogo, dois pela Trexx e outros dois independentes.
“Não é fácil implementar o novo modelo, justamente porque é muito diferente do que estamos acostumados no Brasil. Mas as vantagens são os recursos financeiros a custo menores, gestão técnica com regras de governança e distante do ambiente político”, afirma o gestor da S/A Gustavo Vieira de Oliveira, que é filho de Sócrates.
O aporte de R$ 8 milhões representou 40% do valor da marca Botafogo, avaliado na ocasião em R$ 20 milhões. O contrato foi assinado em maio de 2018 e, no final do ano, o clube conquistou o acesso à Série B. Em 2019, reformou o estádio Santa Cruz e vendeu naming rights para a Eurobike, rede de concessionárias da BMW.
O Cuiabá chegou à segunda divisão ao subir junto com o Botafogo, em 2018. Fundado em 2001 por Gaúcho, ex-atacante de Palmeiras e Flamengo, o Cuiabá Esporte Clube LTDA foi adquirido em 2009 pelos irmãos Dresch, empresários do ramo de borracha que já patrocinavam o time.
O clube está registrado na Receita Federal com capital social de R$ 10 mil e tem como sócios Alessandro Dresch e Cristiano Luiz Dresch.
Na outra ponta da tabela, o Figueirense tem sido o principal exemplo negativo do modelo. No dia 20 de agosto, os atletas do time catarinense se recusaram a entrar no gramado, por causa de salários atrasados, e a equipe perdeu para o Cuiabá por WO.
O acordo entre o Figueirense e seu investidor inicialmente seria válido por 20 anos. A Elephant teve direito aos lucros da sociedade, além de assumir ativos e passivos. Para sanar o passivo, segundo Assis Filho, ficou acordado que a empresa destinaria 10% de toda a arrecadação (com bilheterias, programa sócio-torcedor, cotas de televisão, entre outros).
“A empresa não destinou nenhum valor para liquidar ou amenizar a dívida e não fez investimentos no futebol. Quando reassumimos, o clube não tinha nenhum patrocínio. O gestor se limitava a fazer empréstimo e vender jogadores da base”, disse o dirigente.
A reportagem não localizou o Cláudio Honigman, representante da Elephant.
Assis Filho afirma que, diante da dívida do Figueirense em 2017, era impossível acreditar que o clube sobreviveria sem um investidor. A agremiação continua registrada na Receita Federal como uma empresa limitada, à procura de um novo sócio, enquanto acompanha as discussões no Congresso sobre os incentivos ao modelo.
O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) propõe uma estrutura específica, a Sociedade Anônima do Futebol. A redação da lei define que os clubes teriam que recolher 5% do seu faturamento mensal, uma cobrança única referente a Imposto de Renda, PIS/Pasep, Contribuição Sobre Lucro Líquido e Cofins.
O deputado Pedro Paulo (DEM-RJ) elabora uma proposta para que as entidades tenham incentivos, como refinanciamento de dívidas com o governo e parcelamentos na área cível e ações trabalhistas, desde que adotem modelos conhecidos no mercado, como a S/A e LTDA.
Fonte: www.diarioinduscom.com

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Chá de Memória: poesia, debate sobre legado de Delmiro Gouveia e lançamento de livro

37° Chá de Memória, evento tradicional do Arquivo Público de Alagoas, foi apresentado nessa terça-feira (22) com tema sobre o legado do industrial Delmiro Gouveia.  Fotos: André Palmeira
Evento apresentou livro sobre revisão criminal nos 102 anos de morte do industrial, assassinado em 10 de outubro de 1917

Texto de Wellington Santos


Em noite de debates produtivos, o Arquivo Público de Alagoas (APA) promoveu, na terça-feira (22), sua 37ª edição do tradicional Chá de Memória. O tema desta vez foi “Delmiro Gouveia, uma trajetória de um industrial sertanejo”.
O professor-doutor em História, Edvaldo Nascimento, e o professor José Cícero Correia foram os palestrantes e debatedores. Nascimento discorreu sobre a vida de Delmiro Gouveia, desde sua origem, na cidade natal de Ipu, no Ceará, passando pelo período em que atuou como empreendedor bem-sucedido, no Recife, até sua chegada ao município de Água Branca, sertão de Alagoas, onde deu início ao processo de desenvolvimento da região, inaugurando a Fábrica da Pedra e, depois, o complexo de Angiquinho, a primeira hidrelétrica do Nordeste e a segunda do Brasil.

“A figura de Delmiro no contexto histórico está para o Nordeste em importância comparada a ícones como Luiz Gonzaga, o rei do baião”, destacou Nascimento.
Em seguida, o historiador José Cícero Correia apresentou conceitos sobre o que seria memória e história e abordou o conteúdo de seu livro “Trabalho, Seca e Capital – da construção da Ferrovia Paulo Afonso à Fábrica de Linhas de Pedra”, obra que foi lançada no Chá de Memória.
“Este Chá de Memória foi bastante interessante, porque aguçou muito a curiosidade sobre a figura do industrial Delmiro Gouveia para Alagoas. Abriu a visão sobre a importância dele no contexto do desenvolvimento de toda a região nordestina, numa época ainda muito remota. O debate mostrou como Delmiro esteve à frente de seu tempo”, ressaltou a superintendente do APA, Wilma Nóbrega.



Depoimento e poema

O 37º Chá de Memória foi palco também para o lançamento do livro Revisão Criminal do Processo Delmiro Gouveia. A publicação acompanha a revisão da condenação de Róseo Moraes do Nascimento, José Ignácio Pia, conhecido como Jacaré, e Antônio Félix do Nascimento, os principais acusados do assassinato de Delmiro Augusto da Cruz Gouveia, em 1917, e cujo aniversário de morte completou 102 anos no último dia 10 de outubro.
A obra foi um projeto coordenado e sonhado por décadas pelo desembargador aposentado Antônio Sapucaia, que faleceu no dia 3 de outubro deste ano. Enquanto jornalista, Sapucaia foi responsável pela primeira entrevista com Róseo Moraes, em 1968, que revelou as inúmeras torturas realizadas para que ele confessasse um crime que não cometeu.
O livro foi elaborado pelo advogado de defesa dos acusados Antônio Aleixo Paz de Albuquerque (in memorian), com pesquisas do  historiador Moacir Medeiros de Sant’Ana.

A filha de Moacir Santana, a advogada Ana Sant’Ana, destacou o valor da obra para a sociedade: “É um livro que nos apresenta claramente, com provas robustas, que houve um erro do Judiciário alagoano na condenação de três inocentes. E nos apresenta, ainda, como Delmiro Gouveia faz parte da vida de todos nós alagoanos, apesar de não ter sido um alagoano”, ressaltou.   
No encerramento da noite, o público foi brindado com a declamação de versos do poeta alagoano de renome nacional, Jorge de Lima, pelo ator Chico de Assis, que apresentou o poema “Rio São Francisco”.
  

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Ex-Palmeiras, alagoano Cleiton Xavier confirma aposentadoria

Cleiton Xavier com a camisa do Vitória, clube pelo qual jogou em 2017. Foto: Raul Spinassé/A Tarde/Futura Press

Por Josué Seixas (@josue_seixas) e Rafael Brito (@rafaelbritom)
Para esse momento, as expressões estão prontas: pendurar chuteiras é clássico, despedir-se dos gramados é alegoria, mudança de vida é realidade. Expressões grandes para definir o fim de um capítulo que dura uma vida inteira. A vida dentro de campo fica para trás, a nova fase chega. Hoje, quem confirma o Oi a esse momento é Cleiton Xavier.
Aos 36 anos, o alagoano de São José da Tapera revelou que não vai seguir jogando futebol profissionalmente. Destaque de Palmeiras e Metalist, da Ucrânia, Cleiton jogou a última partida há mais de um ano, pelo CRB, quando sofreu uma desinserção no tendão da coxa esquerda. A decisão, entretanto, demorou um pouco. Sempre é difícil dizer adeus.
“Eu já pensava em terminar a carreira nessa idade. Voltei para o CRB porque queria me aposentar aqui em Alagoas. Infelizmente, tive a lesão que me impediu de terminar o campeonato e, quando me recuperei, decidi que já estava na hora de parar. O corpo estava pedindo. Parei no momento certo e em casa”, disse.
Cleiton sempre teve saudades de Alagoas e gostava de visitar a sua cidade, que fica no sertão. Imaginava-se jogando por aqui, mas não teve oportunidade. Entre risadas, ele contou que, em 2015, o Palmeiras enfrentou o ASA pela Copa do Brasil, mas o time de Arapiraca vendeu o mando de campo, e o jogo foi disputado no Estádio do Café.
De coincidências a vida de Cleiton Xavier está cheia. Começar a carreira no CSA e terminar no CRB foi só um atrativo. Para ele, foi uma oportunidade de aprender a torcer para os dois times. Hoje, o objetivo é que o Azulão fique na Série A e que o Galo suba.
“Hoje posso dizer que são os dois times que torço. Aprendi a gostar do CRB depois dessa minha passagem. Quero agradecer ao clube por ter me acolhido nessa minha volta. Eu sou alagoano, eu torço para os times de Alagoas, e vejo que o estado está crescendo cada vez mais nesse sentido”.
Cleiton Xavier durante treino do CRB, seu último clube profissional. Foto: Maxwell Oliveira/CRB

Alagoanos no topo

Inclusive, os conterrâneos de Cleiton despertam as atenções do ex-meia. CX não poupou elogios a Roberto Firmino, Willian José, Gilberto e Pedrinho.
“O Firmino está super bem e acho que hoje é um dos melhores atacantes do futebol mundial. O Willian José também está muito bem. O Giba [Gilberto, artilheiro do Bahia] é meu amigo particular, sempre nos falamos. É um cara que tá arrebentando, fazendo vários gols. Eu espero que todos continuem assim e que outros alagoanos também venham a se destacar, como o Pedrinho, do Corinthians. Tive a oportunidade de conhecer ele. É um cara sensacional, de uma história muito linda e bacana”.
Formar novos jogadores que se destacam é um dos objetivos de Cleiton Xavier nessa nova fase da carreira. Há pouco mais de um ano, ele fundou a escolinha CX 10, em São José da Tapera, e hoje tem mais de 60 inscritos. No começo, era difícil acompanhar os treinamentos dos meninos. Recebia vídeos e falava com os professores para ajudar, mesmo à distância.
“Estamos conseguindo dar oportunidade a alguns garotos. Até levamos alguns para fazer testes em São Paulo e outros estados e espero que continue assim, dando certo. É devagarzinho, mas a gente vai tentando. Tenho certeza que Deus vai nos abençoar no final. Tem muita gente boa, com boas intenções, principalmente os pais dos garotos. Conversamos com os pais deles, que têm visões positivas. Nós tentamos ajudar as crianças, fortalecendo a educação e apoiando muito que elas estudem, porque o futebol não é 100% certo.

Já sente falta do futebol, Cleiton?

Nas redes sociais, o ex-meia do Palmeiras ainda mostra quando vai bater uma bolinha com os amigos. No novo momento da carreira, o objetivo de Cleiton é passar mais tempo com a família e com os amigos, algo que o futebol às vezes dificultava. Dá saudade de entrar em campo e treinar, mas a preferência hoje em dia é cuidar de casa.