terça-feira, 4 de dezembro de 2018
sexta-feira, 30 de novembro de 2018
Professora Nádia Fernanda lança livro sobre padre Dâmaso
Professora Nádia Fernanda. Foto: Karina Dantas/Adufal
O evento, que ocorreu no auditório da Sede da Adufal, no bairro do Farol, contou com a presença de diversos amigos da autora, bem como do presidente da Adufal, professor Jailton de Souza Lira, que saíram do recinto com um exemplar do livro, presenteados pela professora Nádia. “Aquilo que a gente muito ama não se vende, se doa”, explicou.
Nádia tem 73 anos e é
professora aposentada pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), antropóloga
com mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo (USP) e já lançou
vários livros durante sua carreira profissional, mas este ela considera ser um
dos mais especiais.
“Eu fiz esse livro com o resto
das minhas forças, coloquei informações importantes colhidas ao longo da minha
vida. Não é um livro acadêmico, é um livro panorâmico para todos os públicos”,
disse a autora.
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
Gregory Peck é o herói que vem do Leste
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| Gregory Peck, ator principal do filme "Da Terra Nascem os Homens" |
A história comporta momentos interessantes. O melhor deles é, sem dúvida,
quando Peck sai por um território que não conhece, munido de sua bússola. Todos
pensam que está perdido. Esquecem-se que o espaço do marinheiro é diferente do
de um caubói.
A partir daí já estarão lançados os princípios da trama que virá. Trata-se de um faroeste para quem não gosta de faroestes. A noção que se faz do Oeste é basicamente ilustrativa: mostra um espaço ao qual o filme não está integrado e nem quer se integrar.
"Da Terra Nascem os Homens" maneja os princípios do "western" psicológico e ao mesmo tempo endereça-se essencialmente às mulheres.
A partir daí já estarão lançados os princípios da trama que virá. Trata-se de um faroeste para quem não gosta de faroestes. A noção que se faz do Oeste é basicamente ilustrativa: mostra um espaço ao qual o filme não está integrado e nem quer se integrar.
"Da Terra Nascem os Homens" maneja os princípios do "western" psicológico e ao mesmo tempo endereça-se essencialmente às mulheres.
Sua questão central não é o comportamento masculino (embora passe por
aí), mas como as mulheres devem se comportar em face de seus amados: devem vê-los
como heróis, mesmo quando não parecem ser.Embora o aparato psicológico possa impressionar à primeira vista, deter-se
sobre ele é o mesmo que se decepcionar. O homem padrão da história, Gregory
Peck, é de uma perfeição heróica que chega à monotonia.
O filme é, nesse sentido, a negação do faroeste, um gênero constituído sobre a imperfeição dos homens, sobretudo a dos heróis. Requenta o mito do heroísmo (leitura limitada do gênero) e o aplica a um cenário que está ali para ser apenas isso mesmo: um cenário, não um espaço de luta.
Filme: Da Terra Nascem os Homens (The Big Country)
Produção: EUA, 1958, 165 min.
Direção: William Wyler
Elenco: Gregory Peck, Charlton Heston, Jean Simmons, Carroll Baker, Burl Ives
Inácio Araújo - Redação
Folha: www1.folha.uol.com.br
quinta-feira, 22 de novembro de 2018
Ganga Zumba, Rei do Quilombo dos Palmares
Ganga Zumba (1638-1678)
foi o primeiro rei do Quilombo dos Palmares, um dos muitos quilombos da era
colonial no Brasil que servia como abrigo aos escravos fugitivos.
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| Ilustração representando Ganga Zumba |
Cada mocambo era liderado por um
parente ou chefe de confiança. Apesar de Ganga Zumba ter sido proclamado rei do
lugar, as decisões importantes era tomadas por um colegiado, na presença de
todos os líderes.Isto era a reprodução da organização social que os negros
conheciam na sua terra natal, Angola.
Devido às fugas de escravos, sejam elas
planejadas ou espontâneas, a população do quilombo cresce. Desta maneira, as
investidas contra o quilombo aumentaram
tanto no período de dominação holandesa quanto com os portugueses.
Sendo assim, era necessário acabar com o Quilombo dos Palmares para recuperar a
mão de obra escrava e para que o exemplo não se espalhasse pela colônia.
Deste modo, Ganga Zumba enfrenta vários ataques derrotando os portugueses
com o sistema de guerrilhas atacando-os pela retaguarda.
Também sofreu reveses que destruíram parte da produção agrícola dos
mocambos. Numa dessas batalhas, alguns dos seus filhos e sobrinhos foram presos.
Em 1678, o governador Pedro de Almeida
liberta alguns parentes que levam a Ganga Zumba uma proposta de paz. Os
quilombolas se mudariam para o Vale do Cacaú e não deveriam aceitar mais
escravos fugidos das fazendas.
A proposta divide os líderes dos mocambos no Quilombo dos Palmares. Vários
líderes, como Zumbi,
não aceitam o tratado e desejam continuar a lutar. Outros, cansados das
batalhas, apoiam a Ganga Zumba.
Sem conseguir chegar à unanimidade, parte dos moradores decide abandonar o
quilombo, enquanto outro grupo permanece ali. A liderança da comunidade, agora,
é assumida por Zumbi.
Ao chegar no Vale do Cacaú, Ganga Zumba percebe que foi enganado. As
terras não eram boas para o cultivo e os moradores não teriam direito a
circular livremente, além de estarem vigiados.
A morte de Ganga Zumba é incerta. Alguns estudiosos afirmam que teria sido
morto por um aliado de Zumbi, outros apontam que foram seus próprios liderados
que o teriam assassinado. Igualmente, há quem sustente que ele suicidou-se ao
se dar conta que tinha sido ludibriado pelo governador.
Curiosidades
·
A vida de Ganga Zumba foi
transformada em filme por Cacá Diegues, em 1964. O roteiro se baseou no livro
do historiador João Felício dos Santos que havia sido premiado pela Academia
Brasileira de Letras.
·
O Quilombo dos Palmares
era chamado de Angola Janga, "Angola Pequena" em bantu.
·
Por Juliana Bezerra,
Professora de História
Fonte:
www.todamateria.com.br
terça-feira, 20 de novembro de 2018
A MISTERIOSA INFÂNCIA DE ZUMBI DOS PALMARES
Tese de que o líder negro foi criado por um padre
português chamado Antônio Melo divide opiniões
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A infância de Zumbi dos Palmares é repleta de
controvérsias. Foto:Pixabay
|
Em um final de tarde de 3 de dezembro de 1655, o padre português Antônio
Melo trancou sua igreja na cidade de Porto Calvo, à época na Capitania de
Pernambuco, hoje pertencente ao estado de Alagoas, e começa a atravessar a rua
de terra batida que o separava da praça principal da pequena cidade. Mas, antes
de chegar ao outro lado, parou, surpreendido pelo ruído de cavalos.
Homens mal-encarados e armados de flechas, espadas e pistolas apearam de
seus cavalos. Junto com eles, uns poucos negros acorrentados, com feridas
abertas por todo o corpo. Cabisbaixos, olhavam para o chão com olhos vazios. Já
seus algozes tinham a arrogância típica dos capitães do mato, os violentos
caçadores de escravos fugitivos.
O padre Melo ficou ainda mais nervoso quando viu o capitão Brás da Rocha
Cardoso, herói da guerra contra os holandeses, encerrada um ano antes, que
caminhava em sua direção segurando um embrulho de panos impregnado de todos os
marrons da estrada. Sem beijar a mão ou pedir bênçãos, o capitão disse, seco:
“Essa cria é sua, padre. Pegamos nos Palmares dos pretos e não temos serventia
para ele. Faz dele o que o senhor achar melhor”.
O “Palmares dos Pretos”, sobre o qual Cardoso se referiu, era o Quilombo
dos Palmares, local que foi abrigo para escravos fugidos dos engenhos de cana
nordestinos. O padre desembrulhou os panos empoeirados e se compadeceu na mesma
hora da criança, nascida havia poucos dias.
Mistério
Tão logo os capitães do mato e seus presos partiram, padre Antônio Melo
sentou-se ao pé da igreja, olhou a criança e decidiu: “Vai chamar-se Francisco,
é o santo do dia”.
O tempo passou e Francisco, já adolescente, lia, escrevia, falava latim e
português, interessava-se pelas estratégias do jogo do xadrez, ajudava nas
missas como coroinha e, nas palavras do próprio padre, demonstrava “engenho
jamais imaginável na raça negra e que bem poucas vezes conheci em brancos”. Era
um garoto brilhante, porém recluso. Vivia imerso nas letras e não tinha amigos,
além do padre.
Numa manhã de domingo de 1670, Antônio Melo resolveu ir até o quartinho do
garoto. Preocupara-se porque seu pupilo, sempre pontual e dedicado, não
apareceu para ajudar no serviço matinal. Surpreso, constatou que Francisco
havia partido com suas poucas posses.
A única coisa que deixou para trás foi um bilhete, escrito a carvão: “Padre,
agradeço por cada lição que o senhor me passou, mas meu sangue clama: tenho de
unir-me a meus malungos de Palmares. Francisco”. Pouco depois, Zumbi se
tornaria o líder absoluto do quilombo e seria o comandante na sua derradeira
batalha contra a Coroa Portuguesa.
“História
bonitinha”
“É bonitinha essa história, né?”, ironiza o sociólogo e historiador Jean
Marcel Carvalho França, coautor de Três Vezes Zumbi. Escrito em
parceria com o também historiador Ricardo Alexandre Ferreira, o livro
destrincha a construção da imagem de Zumbi ao longo de três séculos. A ironia
com que França trata a versão do coroinha guerrilheiro é dirigida ao
pesquisador gaúcho Décio Freitas, autor do livro Palmares, a Guerra dos Escravos, no qual ele conta a pretensa
infância de Francisco-Zumbi.
“Freitas transgride uma regra do meio historiográfico: se você apresenta
uma notícia muito nova, tem de trazer uma documentação coetânea, um indício que
comprove as suas acepções. Sobretudo, se elas são polêmicas, se elas escapam ao
que você tem de expectativa, de senso comum”, afirma França.
É aí que mora o problema: Décio Freitas morreu em 2004, sem nunca
apresentar alguma prova dessa versão. Em seu livro, ele afirma que teve acesso
a extensa correspondência entre o religioso de Porto Calvo e outro padre
português, a quem ele contava a criação do garoto quilombola. “Nesse caso
específico, Décio Freitas teria que ter trazido as tais cartas”, critica
França.
A versão do Zumbi coroinha teve adeptos, como o historiador Clóvis Moura,
falecido um ano antes que Freitas, que em seu Dicionário da Escravidão Negra no Brasil, publicado pela Edusp,
a editora da Universidade de São Paulo, publica a versão da infância do menino
Francisco na companhia do padre Antônio Melo, no verbete que dedica a Zumbi. Também
Jorge Landmann, que em 1998 escreveu o romance histórico Troia Negra – A Saga dos Palmares, defende que as cartas do Padre
Melo existem e estão guardadas na Torre do Tombo, em Lisboa, Portugal.
O historiador Carvalho França tem uma explicação para o fato de essa
versão de um Zumbi com educação formal e inteligência acima da média ter
conquistado adeptos, mesmo sem apresentar evidências documentais consistentes.
Segundo ele, na primeira metade dos anos 1970, época da publicação
de Palmares, a Guerra dos
Escravos, existia uma demanda
por um herói romântico negro. E o protagonista de Décio Freitas é exatamente
isso. “Primeiro, ele é naturalmente inteligente, esse é o traço romântico. É a
primeira característica do herói. A segunda característica é a ideia de que o
conhecimento ilumina. Ele vem, busca o conhecimento do branco e volta mais
esclarecido. Ele leva a chama da liberdade.” Em posse dessa luz intelectual e
moral, Zumbi comanda uma guerra dentro do quilombo contra o próprio tio, Ganga
Zumba, depois que este assina um acordo de paz com os portugueses.
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Representação do Quilombo dos Palmares Wikimedia Commons
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O restante da história de Zumbi é mais consensual entre os historiadores.
Ele permaneceria na liderança do quilombo e resistiria a várias investidas das
expedições lançadas contra a comunidade de negros libertos, na Serra da
Barriga.
Em 1694, o quilombo foi invadido por forças lideradas pelo bandeirante
paulista Domingos Jorge Velho. O quilombo foi desarticulado e seus moradores
presos e tornados escravos. Zumbi foi ferido e desapareceu. Quase dois anos depois,
acabou capturado e morto. Sua cabeça foi cortada e exposta em praça pública em
Recife. Um selvagem recado para os escravos que sonhassem em rebelar-se contra
seus senhores.
Em Angola, outro Francisco foi criado por um padre
O músico, ativista e professor Antônio José do Espírito Santo nunca gostou
da ideia de que o sucesso do maior ícone negro da historiografia brasileira
fosse atribuído a uma concessão do branco. Resolveu, então, fazer sua própria
pesquisa. Voltou sobre os passos de Zumbi, num caminho inverso, de Palmares à
África.
Espírito Santo não encontrou nenhuma confirmação para a tese de que Zumbi
algum dia foi criado por um padre português ou que se chamou Francisco.
Concluiu que a história do menino Francisco que volta para liderar os negros é
bastante improvável.
Mas não impossível. Na verdade, houve de fato um menino nobre criado por
um padre. Espírito Santo topou com essa história no que chama de “acaso fruto
da pesquisa”: “Encontrei um manuscrito de um padre capuchinho, (Marcellino) d’Atri
é o sobrenome dele. Essa figura descreve a história de um padre angolano que
teria pegado o filho do rei dom Antonio I (o nome cristianizado de
Vita-a-Nkanga), que perde a batalha e é decapitado”. O bebê Nkanga-a-Makaya é
então levado para
Luanda, junto com o corpo do pai, e cresce sob a tutela dos capuchinhos
que o batizam, curiosamente, de Francisco. Aos 20 anos, de volta ao Congo, ele
afirmou que não almejava o trono porque era “português demais”.
Por Gabriel
Rocha Gaspar
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
Artesanato alagoano bate recorde de vendas durante feira em São Paulo
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| Durante cinco dias, artesãos e 17 entidades apresentaram toda a beleza e riqueza do artesanato alagoano. Foto: Divulgação/Sedetur |
Artistas alagoanos comercializaram mais de R$ 200
mil durante os cinco dias do 11º Salão do Artesanato
Texto
de Cecília Tavares
A participação de artesãos de
Alagoas no 11º Salão do Artesanato, na Expor Center Norte, em São Paulo, bateu
recorde de vendas. Com 4.464 peças comercializadas, o espaço, organizado pela
Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), em
parceria com o Sebrae Alagoas e o Programa do Artesanato Brasileiro (PAB),
arrecadou um total de R$ 205.350,97.
Com 17 entidades e grupos de
artesãos que representam dez municípios alagoanos, o Estado apresentou, durante
os cinco dias de evento, toda a beleza e riqueza do artesanato de Alagoas para
um público bastante diversificado.
“Essa foi mais uma excelente
oportunidade de vendas e negócios para os artesãos de Alagoas, gerando mais
visibilidade no mercado nacional para os artistas locais. Saímos daqui bastante
satisfeitos com o resultado alcançado em cinco dias de feira”, disse a gerente
de Design e Artesanato da Sedetur, Daniela Vasconcelos.
O 11º Salão do Artesanato contou
com o apoio do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) e reuniu mais de mil
artesões de diversos estados, além de uma imensa variedade de tipologias. Além
do estande do Governo do Estado, a Federação Alagoana dos Artesãos (Falarte)
participou da feira com um estande próprio e um espaço comprado pelo
proprietário da loja paulista Projeto Terra, Ricardo Pedrosa, comercializou o
artesanato produzido na Ilha do Ferro, em Pão de Açúcar.
“Bonito, único, extraordinário,
fora do comum. É isso que nós, do Projeto Terra, buscamos quando percorremos o
país em busca de produtos para atender nossos clientes. E Alagoas é um destino
único para atender esse perfil de produto, pela variedade de tipologias,
originalidade, qualidade do trabalho artesanal e pela criatividade dessa gente,
que vê na natureza a inspiração e no fazer artesanal a certeza de um futuro
melhor”, afirmou Ricardo Pedrosa.
Participaram do 11º Salão do
Artesanato os artistas e grupos Luar't (Marechal Deodoro), Inbordal (Marechal
Deodoro), Associação das Artesãs de Feliz Deserto, Associação das Artesãs do
Pontal do Coruripe, Mari Assis (Maceió), Associação Mulheres de Fibra
(Maragogi), Lucas Yguaratã (Palmeira dos Índios), Amor Caseado (Boca da Mata),
Nena (Capela), Fulô.A (Penedo), Fabrica da Esperança (Maceió), Tati Barros
(Maceió) e Coité Iluminado (Maceió), além dos mestres artesãos Vânia Oliveira
(Maceió), Arlindo Monteiro (Maceió), André da Marinheira (Boca da Mata) e Dona
Irinéia (União dos Palmares).
Fonte: www.cultura.al.gov.br
domingo, 18 de novembro de 2018
quinta-feira, 15 de novembro de 2018
Proclamação da República
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Proclamação_da_República_de_Benedito
Calixto 1893
|
A proclamação do regime
republicano brasileiro aconteceu em decorrência da crise do poder imperial,
ascensão de novas correntes de pensamento político e interesse de determinados
grupos sociais. Aos fins do Segundo Reinado, o governo de Dom Pedro II
enfrentou esse quadro de tensões responsável pela queda da monarquia.
Mesmo buscando uma
posição política conciliadora, Dom Pedro II não conseguia intermediar os
interesses confiantes dos diferentes grupos sociais do país. A questão da
escravidão era um dos maiores campos dessa tensão político-ideológica. Os
intelectuais, militares e os órgãos de imprensa defendiam a abolição como uma
necessidade primordial dentro do processo de modernização sócio-econômica do
país.
Por um lado, os fazendeiros
da oligarquia nordestina e sulista faziam oposição ao fim da escravidão e, no
máximo, admitiam-na com a concessão de indenizações do governo. De outro, os
cafeicultores do Oeste Paulista apoiavam a implementação da mão-de-obra
assalariada no Brasil. Durante todo o Segundo Reinado essa questão se arrastou
e ficou presa ao decreto de leis de pouco efeito prático.
Os abolicionistas, que
associavam a escravidão ao atraso do país, acabavam por também colocar o regime
monárquico junto a essa mesma idéia. É nesse contexto que as idéias
republicanas ganham espaço. O Brasil, única nação americana monarquista, se
transformou num palco de uma grande campanha republicana apoiada por diferentes
setores da sociedade. A partir disso, observamos a perda das bases políticas
que apoiavam Dom Pedro II. Até mesmo os setores mais conservadores, com a
abrupta aprovação da Lei Áurea, assinada pela princesa Isabel, começaram a ver
a monarquia como um regime incapaz de atender os seus interesses.
A Igreja, setor de grande
influência ideológica, também passou a engrossar a fila daqueles que maldiziam
o poder imperial. Tudo isso devido à crise nas relações entre os clérigos e Dom
Pedro II. Naquela época, de acordo com a constituição do país, a Igreja era
subordinada ao Estado por meio do regime de padroado. Nesse regime, o imperador
tinha o poder de nomear padres bispos e cardeais.
Em 1864, o Vaticano
resolveu proibir a existência de párocos ligados à maçonaria. Valendo-se do
regime do padroado, Dom Pedro II, que era maçom, desacatou a ordem papal e
repudiou aqueles que seguiram as ordens do papa Pio IX. Mesmo anulando as
punições dirigidas aos bispos fiéis ao papa, D. Pedro II foi declarado
autoritário e infiel ao cristianismo.
Ao mesmo tempo, alguns
representantes do poder militar do Brasil começaram a ganhar certa relevância
política. Com a vitória na Guerra do Paraguai, o oficialato alcançou prestígio
e muitos jovens de classes médias e populares passaram a ingressar no Exército.
As instituições militares dessa época também foram influenciadas pelo
pensamento positivista, que defendia a “ordem” como caminho indispensável para
o “progresso”. Desta forma, os oficiais – que já se julgavam uma classe
desprestigiada pelo poder imperial – compreendiam que o rigor e a organização dos
militares poderiam ser úteis na resolução dos problemas do país.
Os militares passaram a
se opor ferrenhamente a Dom Pedro II, chegando a repudiar ordens imperiais e
realizar críticas ao governo nos meios de comunicação. Em 1873, foram criados o
Partido Republicano e o Partido Republicano Paulista. Aproximando-se dos
militares insatisfeitos, os republicanos organizaram o golpe de Estado contra a
monarquia.
Nos fins de 1889, sob fortes suspeitas
que Dom Pedro II iria retaliar os militares, o marechal Deodoro da Fonseca
mobilizou suas tropas, que promoveram um cerco aos ministros imperiais e
exigiram a deposição do rei. Em 15 de novembro daquele ano, o republicano José
do Patrocínio oficializou a proclamação da República.
Por Rainer Sousa, Mestre em História
Por Rainer Sousa, Mestre em História
A forma mais saudável de fritar ovo - sem gordura e fritando apenas com água!
Muitos associam o ovo ao colesterol
elevado.Isso, porém, é um grande equívoco, pois até hoje não houve nenhuma
pesquisa que conseguisse comprovar essa tese.
Muitos
associam o ovo ao colesterol elevado.
Isso,
porém, é um grande equívoco, pois até hoje não houve nenhuma pesquisa que
conseguisse comprovar essa tese.
O
problema do colesterol é recente e começou com o consumo de óleos
vegetais, como o de soja, o de milho e, nos dias de hoje, com o pior de
todos, o de canola.
Outra
coisa: o colesterol não é uma substância que deve ser completamente banida do
nosso corpo, pois é essencial à vida e a partir dele é que ocorre toda a
síntese de hormônios sexuais no corpo.
O
problema é o excesso do colesterol ruim.
Voltando
ao ovo: na sua composição, encontramos –
-
ácidos graxos saturados;
-
ácidos graxos insaturados;
- 20
aminoácidos;
- 14
minerais;
- 12
vitaminas.
Entre
estas últimas, destacamos as vitaminas A, B12, A, D, E, K e os folatos.
Esse
alimento é muito proteico, tanto que obtemos 20% da nossa necessidade diária de
proteína quando consumimos um simples ovo.
No ovo
há bastante lecitina, ótima para a circulação e o cérebro.
Há
também no ovo muita luteína e zeaxantina, substâncias que diminuem a incidência
de doença cardiovascular, combatem a degeneração macular nos olhos (relacionada
com a idade) e previnem a catarata e a retinose pigmentar, sendo, portanto,
ótimas para a saúde dos olhos.
Um estudo de 2008 da Nutricion and Metabolism comprovou que o ovo tem os seguintes
benefícios:
- ação
anti-Inflamatória (sendo capaz de diminuir a Proteína C Reativa);
-
emagrecimento (como efeito indireto, pois o ovo aumenta o hormônio mais
abundante do corpo, adiponectina, antigamente chamado de GBP28);
-
aumento do HDL, o colesterol bom;
-
diminui os níveis de insulina, funcionando como preventivo do diabetes.
O
melhor ovo é, sem dúvida, o da galinha criada solta, pois, além de não conter
“substâncias"duvidosas" , tem mais nutrientes, chegando a ter 20
vezes mais ômega 3 que o ovo produzido em escala industrial.
E a
melhor forma de consumir ovo é cozinhando-o ou fritando na água.
Como
assim, “fritando na água”?
Isso
mesmo, você não precisa de gordura para fritar o ovo.
Em vez
de óleos vegetais que pouco a pouco entopem nossas artérias, como os citados
acima, você deve usar água.
Veja
como é simples: coloque metade de um dedo de água na frigideira.
Quando
começar a ferver, quebre o ovo e frite do jeito normal.
Além
de saudável, o ovo frito na água é muito menos calórico do que o frito na
gordura.
Ou
seja, com moderação, não vai atrapalhar a sua dieta de emagrecimento.
Fonte: www.asminhasdicas.org
terça-feira, 6 de novembro de 2018
Let Natural Cosmetics lança primeira linha de maquiagem 100% natural, orgânica e vegana
Marca
genuinamente alagoana promete inovar mercado de cosméticos
Como uma alternativa para
produtos menos nocivos à pele, a Let Natural Cosmetics lança sua primeira linha
de maquiagem 100% natural, orgânica e vegana no Nordeste. A
empresa é pautada em ideais sustentáveis e tem como foco inovar o mercado de
cosméticos com preocupação ambiental, defender uma política sem crueldade
animal e incentivar o consumo consciente.
A primeira linha de maquiagem
da Let será lançada nesta quarta-feira, 07, em Maceió e contará com produtos
líquidos como máscaras para cílios, base, corretivo, primer, e batom com uma
variada gama de tons.
A marca alagoana é a primeira
de impacto socioambiental no ramo de cosméticos no Nordeste e pretende
disseminar no mundo da moda a prática de apoio às causas ambientais.
Com produtos livres de ingredientes sintéticos e
nocivos à pele, prezando pela saúde em primeiro lugar, as maquiagens da Let
Natural Cosmetics são 100% naturais, orgânicas, veganas e cruelty-free (selo de
garantia que o produto não envolve maus tratos animais), além de ricas em
vitaminas, minerais e óleos, sem contato com agrotóxicos, substâncias químicas
ou conservantes químicos.
A composição totalmente
natural agrega suavidade e tem um acabamento aveludado deixando a pele com uma
estética impecável. A fórmula dos produtos contém propriedades nutritivas e
antioxidantes. Toda a linha é livre de ingredientes sintéticos, como por
exemplo, parabenos, sulfatos e corantes artificiais, fórmulas nocivas para a
saúde e para o meio ambiente.
Com o incentivo de uma demanda
de mercado mais preocupada com a natureza, com a saúde e em busca do consumo
consciente, a Let preza pela transparência com seu cliente, por isso, adverte
que é preciso saber as características de cada produto que está sendo
utilizado no corpo.
Sobre a Let Natural Cosmetics
A Let Natural Cosmetics é a
primeira marca de cosméticos 100% natural criada no Nordeste. Fundada pela
alagoana Leticia Costa, a filosofia da marca é o cuidado e o respeito com o
planeta, assim como o ser humano. Os produtos da Let Natural Cosmetics foram
criados após estudos e análises feitas em laboratórios para garantir a
qualidade de todos os ingredientes utilizados.
Criada em julho de 2017, a marca se
propõe a contribuir na diminuição do impacto da indústria da moda em toda sua
cadeia produtiva, desde a escolha das matérias-primas, testes, até o produto
final que chega às mãos do cliente.
Conheça um pouco mais da Let através das redes
sociais @letnaturalcosmetics .
Para mais informações, entre em contato com a assessoria
Sofia Sepreny (71) 98255-4216
Sofia Sepreny (71) 98255-4216
Ana Barbosa (82) 99925-8003
sexta-feira, 17 de agosto de 2018
A frutose pode ou não ser vilã na alimentação?
Presente em frutas e alimentos
industrializados, a substância quando consumida em dose máxima de até 16 gramas
por dia não é prejudicial à saúde. Nutricionistas defendem que ingestão ideal
não traz risco de obesidade e doenças cardíacas
O gostinho delicioso das frutas vem da frutose,
açúcar natural que está presente em grande parte dos alimentos. "A frutose
está na maçã, na uva, na laranja, no mamão e também nos sucos de frutas",
pontua o nutricionista Paulo Carvalho. No entanto, ela não está presente apenas
nos vegetais comestíveis. Alguns produtos industrializados também possuem o
açúcar, razão pela qual é importante existir moderação no consumo.
"Alimentos como xarope de milho e mel possuem um quantia muito concentrada
de frutose. Por isso, é necessário o consumo equilibrado", afirma o
especialista destacando que problemas cardiovasculares, aumento no ácido úrico
e formação de cálculos renais podem ser consequência do alto consumo da
substância.
A
nutricionista Fernanda Fernandes também ressalta que a frutose prejudicial é aquela que
não é de fonte confiável. "Não é o consumo de frutas ricas em frutose que
tem aumentado o risco de obesidade, acúmulo de gordura no fígado, aumento das
frações lipídicas (gordura no sangue), entre outros problemas de saúde que hoje
muitos leigos e, até profissionais de saúde, relacionam com a frutose",
pontua.
O
suco da fruta, quando recebe adição de sacarose, porpularmente conhecida como
"açúcar de mesa", deixa de ser totalmente saudável,
alerta Carvalho. "Quando você acrescenta o açúcar, está retirando a
natureza da fruta e, dessa
forma, aumentando as calorias vazias."
Recomendações
Carvalho afirma que, embora não exista nenhuma quantidade certa de frutose definida para o consumo, há recomendações. "O ideal é que o consumo de frutose seja inferior a 16 gramas por dia." Fernanda aconselha que sempre seja preferível consumir produtos naturais. "É importante evitar os alimentos industrializados, principalmente aqueles com alto teor de frutose. É indispensável ter uma alimentação mais natural, priorizando a ingestão de frutas", finaliza.
Carvalho afirma que, embora não exista nenhuma quantidade certa de frutose definida para o consumo, há recomendações. "O ideal é que o consumo de frutose seja inferior a 16 gramas por dia." Fernanda aconselha que sempre seja preferível consumir produtos naturais. "É importante evitar os alimentos industrializados, principalmente aqueles com alto teor de frutose. É indispensável ter uma alimentação mais natural, priorizando a ingestão de frutas", finaliza.
Fonte:
www20.opovo.com.br
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