segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Artesanato alagoano bate recorde de vendas durante feira em São Paulo

Durante cinco dias, artesãos e 17 entidades apresentaram toda a beleza e riqueza do artesanato alagoano. Foto: Divulgação/Sedetur

Artistas alagoanos comercializaram mais de R$ 200 mil durante os cinco dias do 11º Salão do Artesanato
Texto de Cecília Tavares
A participação de artesãos de Alagoas no 11º Salão do Artesanato, na Expor Center Norte, em São Paulo, bateu recorde de vendas. Com 4.464 peças comercializadas, o espaço, organizado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), em parceria com o Sebrae Alagoas e o Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), arrecadou um total de R$ 205.350,97.
Com 17 entidades e grupos de artesãos que representam dez municípios alagoanos, o Estado apresentou, durante os cinco dias de evento, toda a beleza e riqueza do artesanato de Alagoas para um público bastante diversificado.
“Essa foi mais uma excelente oportunidade de vendas e negócios para os artesãos de Alagoas, gerando mais visibilidade no mercado nacional para os artistas locais. Saímos daqui bastante satisfeitos com o resultado alcançado em cinco dias de feira”, disse a gerente de Design e Artesanato da Sedetur, Daniela Vasconcelos.
O 11º Salão do Artesanato contou com o apoio do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) e reuniu mais de mil artesões de diversos estados, além de uma imensa variedade de tipologias. Além do estande do Governo do Estado, a Federação Alagoana dos Artesãos (Falarte) participou da feira com um estande próprio e um espaço comprado pelo proprietário da loja paulista Projeto Terra, Ricardo Pedrosa, comercializou o artesanato produzido na Ilha do Ferro, em Pão de Açúcar.
“Bonito, único, extraordinário, fora do comum. É isso que nós, do Projeto Terra, buscamos quando percorremos o país em busca de produtos para atender nossos clientes. E Alagoas é um destino único para atender esse perfil de produto, pela variedade de tipologias, originalidade, qualidade do trabalho artesanal e pela criatividade dessa gente, que vê na natureza a inspiração e no fazer artesanal a certeza de um futuro melhor”, afirmou Ricardo Pedrosa.
Participaram do 11º Salão do Artesanato os artistas e grupos Luar't (Marechal Deodoro), Inbordal (Marechal Deodoro), Associação das Artesãs de Feliz Deserto, Associação das Artesãs do Pontal do Coruripe, Mari Assis (Maceió), Associação Mulheres de Fibra (Maragogi), Lucas Yguaratã (Palmeira dos Índios), Amor Caseado (Boca da Mata), Nena (Capela), Fulô.A (Penedo), Fabrica da Esperança (Maceió), Tati Barros (Maceió) e Coité Iluminado (Maceió), além dos mestres artesãos Vânia Oliveira (Maceió), Arlindo Monteiro (Maceió), André da Marinheira (Boca da Mata) e Dona Irinéia (União dos Palmares).
 Fonte: www.cultura.al.gov.br

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Sivuca com Clã Brasil "Visitando Zabelê".avi

Proclamação da República

Proclamação_da_República_de_Benedito Calixto 1893


A proclamação do regime republicano brasileiro aconteceu em decorrência da crise do poder imperial, ascensão de novas correntes de pensamento político e interesse de determinados grupos sociais. Aos fins do Segundo Reinado, o governo de Dom Pedro II enfrentou esse quadro de tensões responsável pela queda da monarquia.
Mesmo buscando uma posição política conciliadora, Dom Pedro II não conseguia intermediar os interesses confiantes dos diferentes grupos sociais do país. A questão da escravidão era um dos maiores campos dessa tensão político-ideológica. Os intelectuais, militares e os órgãos de imprensa defendiam a abolição como uma necessidade primordial dentro do processo de modernização sócio-econômica do país.
Por um lado, os fazendeiros da oligarquia nordestina e sulista faziam oposição ao fim da escravidão e, no máximo, admitiam-na com a concessão de indenizações do governo. De outro, os cafeicultores do Oeste Paulista apoiavam a implementação da mão-de-obra assalariada no Brasil. Durante todo o Segundo Reinado essa questão se arrastou e ficou presa ao decreto de leis de pouco efeito prático.
Os abolicionistas, que associavam a escravidão ao atraso do país, acabavam por também colocar o regime monárquico junto a essa mesma idéia. É nesse contexto que as idéias republicanas ganham espaço. O Brasil, única nação americana monarquista, se transformou num palco de uma grande campanha republicana apoiada por diferentes setores da sociedade. A partir disso, observamos a perda das bases políticas que apoiavam Dom Pedro II. Até mesmo os setores mais conservadores, com a abrupta aprovação da Lei Áurea, assinada pela princesa Isabel, começaram a ver a monarquia como um regime incapaz de atender os seus interesses.
A Igreja, setor de grande influência ideológica, também passou a engrossar a fila daqueles que maldiziam o poder imperial. Tudo isso devido à crise nas relações entre os clérigos e Dom Pedro II. Naquela época, de acordo com a constituição do país, a Igreja era subordinada ao Estado por meio do regime de padroado. Nesse regime, o imperador tinha o poder de nomear padres bispos e cardeais.
Em 1864, o Vaticano resolveu proibir a existência de párocos ligados à maçonaria. Valendo-se do regime do padroado, Dom Pedro II, que era maçom, desacatou a ordem papal e repudiou aqueles que seguiram as ordens do papa Pio IX. Mesmo anulando as punições dirigidas aos bispos fiéis ao papa, D. Pedro II foi declarado autoritário e infiel ao cristianismo.
Ao mesmo tempo, alguns representantes do poder militar do Brasil começaram a ganhar certa relevância política. Com a vitória na Guerra do Paraguai, o oficialato alcançou prestígio e muitos jovens de classes médias e populares passaram a ingressar no Exército. As instituições militares dessa época também foram influenciadas pelo pensamento positivista, que defendia a “ordem” como caminho indispensável para o “progresso”. Desta forma, os oficiais – que já se julgavam uma classe desprestigiada pelo poder imperial – compreendiam que o rigor e a organização dos militares poderiam ser úteis na resolução dos problemas do país.
Os militares passaram a se opor ferrenhamente a Dom Pedro II, chegando a repudiar ordens imperiais e realizar críticas ao governo nos meios de comunicação. Em 1873, foram criados o Partido Republicano e o Partido Republicano Paulista. Aproximando-se dos militares insatisfeitos, os republicanos organizaram o golpe de Estado contra a monarquia.
Nos fins de 1889, sob fortes suspeitas que Dom Pedro II iria retaliar os militares, o marechal Deodoro da Fonseca mobilizou suas tropas, que promoveram um cerco aos ministros imperiais e exigiram a deposição do rei. Em 15 de novembro daquele ano, o republicano José do Patrocínio oficializou a proclamação da República.

Por Rainer Sousa, Mestre em História

A forma mais saudável de fritar ovo - sem gordura e fritando apenas com água!


Muitos associam o ovo ao colesterol elevado.Isso, porém, é um grande equívoco, pois até hoje não houve nenhuma pesquisa que conseguisse comprovar essa tese.

Muitos associam o ovo ao colesterol elevado.
Isso, porém, é um grande equívoco, pois até hoje não houve nenhuma pesquisa que conseguisse comprovar essa tese.
O problema do colesterol é recente e começou com o consumo de óleos vegetais,  como o de soja, o de milho e, nos dias de hoje, com o pior de todos, o de canola.
Outra coisa: o colesterol não é uma substância que deve ser completamente banida do nosso corpo, pois é essencial à vida e a partir dele é que ocorre toda a síntese de hormônios sexuais no corpo.
O problema é o excesso do colesterol ruim.
Voltando ao ovo: na sua composição, encontramos –
- ácidos graxos saturados;
- ácidos graxos insaturados;
- 20 aminoácidos;
- 14 minerais;
- 12 vitaminas.
Entre estas últimas, destacamos as vitaminas A, B12, A, D, E, K e os folatos.
Esse alimento é muito proteico, tanto que obtemos 20% da nossa necessidade diária de proteína quando consumimos um simples ovo.
No ovo há bastante lecitina, ótima para a circulação e o cérebro.
Há também no ovo muita luteína e zeaxantina, substâncias que diminuem a incidência de doença cardiovascular, combatem a degeneração macular nos olhos (relacionada com a idade) e previnem a catarata e a retinose pigmentar, sendo, portanto, ótimas para a saúde dos olhos.
Um estudo de 2008 da Nutricion and Metabolism comprovou que o ovo tem os seguintes benefícios:
- ação anti-Inflamatória (sendo capaz de diminuir a Proteína C Reativa);
- emagrecimento (como efeito indireto, pois o ovo aumenta o hormônio mais abundante do corpo, adiponectina, antigamente chamado de GBP28);
- aumento do HDL, o colesterol bom;
- diminui os níveis de insulina, funcionando como preventivo do diabetes.
O melhor ovo é, sem dúvida, o da galinha criada solta, pois, além de não conter “substâncias"duvidosas" , tem mais nutrientes, chegando a ter 20 vezes mais ômega 3 que o ovo produzido em escala industrial.
E a melhor forma de consumir ovo é cozinhando-o ou fritando na água.
Como assim, “fritando na água”?
Isso mesmo, você não precisa de gordura para fritar o ovo.
Em vez de óleos vegetais que pouco a pouco entopem nossas artérias, como os citados acima, você deve usar água.
Veja como é simples: coloque metade de um dedo de água na frigideira.
Quando começar a ferver, quebre o ovo e frite do jeito normal.
Além de saudável, o ovo frito na água é muito menos calórico do que o frito na gordura.
Ou seja, com moderação, não vai atrapalhar a sua dieta de emagrecimento.

Fonte: www.asminhasdicas.org

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Let Natural Cosmetics lança primeira linha de maquiagem 100% natural, orgânica e vegana


Marca genuinamente alagoana promete inovar mercado de cosméticos

Como uma alternativa para produtos menos nocivos à pele, a Let Natural Cosmetics lança sua primeira linha de maquiagem 100% natural, orgânica e vegana no Nordeste. A empresa é pautada em ideais sustentáveis e tem como foco inovar o mercado de cosméticos com preocupação ambiental, defender uma política sem crueldade animal e incentivar o consumo consciente.
A primeira linha de maquiagem da Let será lançada nesta quarta-feira, 07, em Maceió e contará com produtos líquidos como máscaras para cílios, base, corretivo, primer, e batom com uma variada gama de tons.
A marca alagoana é a primeira de impacto socioambiental no ramo de cosméticos no Nordeste e pretende disseminar no mundo da moda a prática de apoio às causas ambientais.
Com produtos livres de ingredientes sintéticos e nocivos à pele, prezando pela saúde em primeiro lugar, as maquiagens da Let Natural Cosmetics são 100% naturais, orgânicas, veganas e cruelty-free (selo de garantia que o produto não envolve maus tratos animais), além de ricas em vitaminas, minerais e óleos, sem contato com agrotóxicos, substâncias químicas ou conservantes químicos.
A composição totalmente natural agrega suavidade e tem um acabamento aveludado deixando a pele com uma estética impecável. A fórmula dos produtos contém propriedades nutritivas e antioxidantes. Toda a linha é livre de ingredientes sintéticos, como por exemplo, parabenos, sulfatos e corantes artificiais, fórmulas nocivas para a saúde e para o meio ambiente.
Com o incentivo de uma demanda de mercado mais preocupada com a natureza, com a saúde e em busca do consumo consciente, a Let preza pela transparência com seu cliente, por isso, adverte que é preciso saber as características de cada produto que está sendo utilizado no corpo.

Sobre a Let Natural Cosmetics



A Let Natural Cosmetics é a primeira marca de cosméticos 100% natural criada no Nordeste. Fundada pela alagoana Leticia Costa, a filosofia da marca é o cuidado e o respeito com o planeta, assim como o ser humano.  Os produtos da Let Natural Cosmetics foram criados após estudos e análises feitas em laboratórios para garantir a qualidade de todos os ingredientes utilizados.
 Criada em julho de 2017, a marca se propõe a contribuir na diminuição do impacto da indústria da moda em toda sua cadeia produtiva, desde a escolha das matérias-primas, testes, até o produto final que chega às mãos do cliente. 
Conheça um pouco mais da Let através das redes sociais @letnaturalcosmetics .
Para mais informações, entre em contato com a assessoria
Sofia Sepreny (71) 98255-4216
Ana Barbosa (82) 99925-8003


sexta-feira, 17 de agosto de 2018

A frutose pode ou não ser vilã na alimentação?


Presente em frutas e alimentos industrializados, a substância quando consumida em dose máxima de até 16 gramas por dia não é prejudicial à saúde. Nutricionistas defendem que ingestão ideal não traz risco de obesidade e doenças cardíacas
O gostinho delicioso das frutas vem da frutose, açúcar natural que está presente em grande parte dos alimentos. "A frutose está na maçã, na uva, na laranja, no mamão e também nos sucos de frutas", pontua o nutricionista Paulo Carvalho. No entanto, ela não está presente apenas nos vegetais comestíveis. Alguns produtos industrializados também possuem o açúcar, razão pela qual é importante existir moderação no consumo. "Alimentos como xarope de milho e mel possuem um quantia muito concentrada de frutose. Por isso, é necessário o consumo equilibrado", afirma o especialista destacando que problemas cardiovasculares, aumento no ácido úrico e formação de cálculos renais podem ser consequência do alto consumo da substância.
A nutricionista Fernanda Fernandes também ressalta que a frutose prejudicial é aquela que não é de fonte confiável. "Não é o consumo de frutas ricas em frutose que tem aumentado o risco de obesidade, acúmulo de gordura no fígado, aumento das frações lipídicas (gordura no sangue), entre outros problemas de saúde que hoje muitos leigos e, até profissionais de saúde, relacionam com a frutose", pontua.
O suco da fruta, quando recebe adição de sacarose, porpularmente conhecida como "açúcar de mesa", deixa de ser totalmente saudável, alerta Carvalho. "Quando você acrescenta o açúcar, está retirando a natureza da fruta e, dessa forma, aumentando as calorias vazias."
Recomendações
Carvalho afirma que, embora não exista nenhuma quantidade certa de frutose definida para o consumo, há recomendações. "O ideal é que o consumo de frutose seja inferior a 16 gramas por dia." Fernanda aconselha que sempre seja preferível consumir produtos naturais. "É importante evitar os alimentos industrializados, principalmente aqueles com alto teor de frutose. É indispensável ter uma alimentação mais natural, priorizando a ingestão de frutas", finaliza. 

Fonte: www20.opovo.com.br

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Beleza, história e cultura do Quilombo são pauta na TV Globo


Equipe do Programa Como Será ? passou a semana em gravação em União dos Palmares
Programa mostra ações de inclusão, diversidade, da luta contra o racismoFoto: Kaio Fragoso
Texto de Thiago Tarelli


A terra e a história de Zumbi dos Palmares, líder da resistência negra e indígena nos tempos de colônia, será pauta de uma edição do programa Como Será, da TV Globo. As gravações aconteceram essa semana em União dos Palmares e a edição será exibida no mês de agosto.


Unir passado e presente das comunidades quilombolas é um dos intuitos da edição gravada em Alagoas. O apresentador Alexandre Henderson ressalta a importância do lugar e de contar sua história."A reportagem está sendo muito bacana. Fazer um trabalho desse está no DNA do Como Será. A gente trabalha muito com essas questões de inclusão, diversidade, da luta contra o racismo. É um programa que faz parte da responsabilidade social da Globo e eu fico muito orgulhoso, primeiro porque pisei poucas vezes em um Quilombo e estar aqui no Quilombo de Palmares tem uma força muito grande. A gente podendo levar isso para uma tv aberta, num programa de sucesso,  é muito legal porque o racismo e o preconceito racial estão na agenda de discussão no país e precisamos aprofundar esse discussão", contou Alexandre Henderson.

Sobre a experiência vivida no Quilombo, o apresentador Alexandre se disse emocionado. "Foi uma experiência profissional e pessoal incrível. Eu senti a dor e a delícia de ser negro. Quando se fala de quilombo, a gente fala de resistência, de tolerância religiosa. Aqui aconteceu um dos maiores genocídios da história do mundo e isso merece ser contado para muitas pessoas até para se criar no país um sentimento de empatia que ainda falta no Brasil. A região pode, não só pelas belezas naturais, mas pelo teor histórico que a terra viveu, discutir isso de uma forma bastante profunda", afirmou.


O "Como Será?" é exibido nacionalmente sempre aos sábados durante a manhã e tem duração de duas horas, divididos em três blocos. Para a secretária de Cultura do município de União dos Palmares, Dorinha Cavalcante, a visibilidade da tv aberta nacional será importante para região. "Será uma visibilidade muito importante para o nosso município, esperamos que contribua para o desenvolvimento do turismo da nossa cidade", contou Dorinha Cavalcante.
Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito, a mídia espontânea pode se tornar um grande diferencial na atração de turistas para a região. "A região dos Quilombos está cada vez mais forte na atração de turistas. Duas horas de exibição da nossa cultura e atrativos em um veículo como a TV Globo com certeza irá contribuir ainda mais para o desenvolvimento da região. Além disso, obras estruturantes em andamento, como o acesso a Serra da Barriga, realizado pelo Governo do Estado, também podem contribuir para fortalecer esse importante produto turístico e melhorar a qualidade de vida para a população local, com geração de renda e emprego", ressalta o secretário Rafael Brito.

Fonte: www.agenciaalagoas.al.gov.br

segunda-feira, 11 de junho de 2018

OS DEZ MANDAMENTOS (1956)




A HISTÓRIA E O FILME DO CINEASTA CECIL B. DeMILLE 

Durante o governo de Ramsés I no Antigo Egito, o faraó é informado de que os escravos hebreus acreditam que uma estrela vista recentemente anuncia a chegada de um libertador. O faraó, então, ordena a morte de todas as crianças do sexo masculino nascidas de mães judias.

Jocabed, uma escrava judia, consegue salvar o seu filho, abandonando-o dentro de uma cesta nas águas do Nilo. A criança é encontrada por Bítia, uma jovem viúva filha do faraó, que lhe dá o nome de Moisés. Declarando que seu filho será um príncipe do Egito, Bítia obriga sua criada Memnet a jurar que nunca revelará a verdadeira origem da criança, mas esta secretamente guarda o cueiro que ela vestia. Moisés é criado como um príncipe.

Trinta anos depois, o irmão de Bítia, Seth, torna-se faraó. Na época, Moisés é muito amado pelos egípcios, até mais do que o próprio filho do faraó, Ramsés II. Este tem uma profunda inveja de Moisés, que acaba de voltar da Etiópia depois de uma estrondosa vitória militar. O faraó repreende Ramsés por não ter concluído a cidade do tesouro para o seu próximo jubileu. Este diz que seu fracasso foi devido à teimosia dos escravos hebreus. Por insistência de Ramsés, Moisés é enviado para supervisionar a construção da nova cidade, muito a contragosto de Nefretiri, a princesa que deve se casar com o herdeiro do faraó. Esta acha-se apaixonada por Moisés, que partilha a sua paixão, apesar de Seth não ter anunciado se Moisés ou Ramsés irá sucedê-lo.

Em Gósen, onde a nova cidade está sendo construída, Moisés supervisiona Baka, o grande construtor de coração frio. No local, também se acha Datã, um hebreu cruel que se tornou um supervisor. Datã e Baka, ambos desejam Lília, uma escrava que se acha apaixonada pelo cortador de pedras, Josué. Um dia, Jocabed, agora uma mulher de idade, é quase esmagada pelas enormes pedras que estão sendo utilizadas na construção da nova cidade. Josué é condenado à morte por tentar salvá-la e, em seguida, Lília corre na multidão para encontrar Moisés e implorar sua misericórdia.

Ao examinar a cena, Moisés liberta Jocabed e Josué, e decreta que não só os exaustos escravos devem ter um dia de descanso, como devem ser alimentados a partir dos celeiros do templo. Logo, a cidade fica quase concluída, e embora Ramsés e os sacerdotes gananciosos tentem jogar Seth contra Moisés, Seth fica satisfeito com o progresso por ele obtido. Seth anuncia sua intenção de nomear Moisés seu sucessor, mas Memnet, determinada a não deixar um hebreu sentar-se no trono do Egito, revela a verdade sobre seu nascimento à Nefretiri.

Desesperada para proteger seu amado, Nefretiri mata Memnet e tenta encobrir suas ações. Ela confessa tudo a Moisés, no entanto, quando este encontra o cueiro. Espantado com a notícia, Moisés procura Jocabed, a quem Nefretiri revela ser sua mãe. Ele a encontra exatamente no momento em que Bítia está suplicando para que ela deixe o Egito antes que ele descubra a verdade. Diante de tal situação, Jocabed não consegue negar que ele seja seu filho. Moisés aceita sua origem.

Depois de ser saudado por Miriam e por seu irmão Aarão, Moisés começa a trabalhar nos poços de lama, a fazer tijolos ao lado dos escravos que um dia ele comandou. Embora Jocabed esteja convencida de que o filho é o libertador, ele permanece em dúvida sobre o Deus dos hebreus.

Mais tarde, Nefretiri implora a Moisés para voltar para o palácio antes que Seth tome conhecimento de sua situação. O argumento de Nefretiri de que ele pode ajudar melhor o seu povo depois que se tornar faraó parece influenciar Moisés, mas ele afirma que primeiro tem que ver Baka, que obrigou Lilia a ser sua escrava. Moisés chega quando o frio construtor está prestes a chicotear Josué, que tinha vindo para resgatar Lilia. Enfurecido por sua insensibilidade, Moisés o mata e, em seguida, revela sua origem para Josué.

Espantado, o cortador de pedra declara que Moisés é o libertador, e suas palavras são ouvidas por Datã, que informa Ramsés. No dia do jubileu de Seth, Ramsés anuncia que capturou o libertador hebreu, oportunidade em que Moisés é apresentado acorrentado aos cortesãos.  Abalado, Seth pergunta-lhe se ele lideraria os escravos numa revolta contra ele, ocasião em que Moisés confessa que os libertaria se pudesse. De coração partido, Seth anuncia que Ramsés irá sucedê-lo e se casar com Nefretiri, deixando o destino de Moisés nas mãos do futuro faraó. Em seguida, Ramsés o escolta até a margem do vasto deserto, onde o deixa dizendo: “Vá adiante em busca de seu reino”. Apesar da falta de água e de alimentos, Moisés atravessa o deserto até chegar à Madiã, onde, exausto, senta-se junto a um poço. As sete filhas de Jetro, sacerdote de Madiã, vêm tirar água do poço para dar de beber às ovelhas do pai, quando encontram Moisés. Alguns pastores se aproximam para expulsá-las, mas Moisés as defende e, em seguida, dá de beber ao seu rebanho. Ao tomar conhecimento do ocorrido, Jetro o acolhe em sua casa e ele termina se casando com a filha mais velha, Séfora. Anos depois, o casal tem um filho, Gerson, enquanto no Egito, o agora faraó Ramsés tem um filho com Nefretiri.

Um dia, quando conduzia o rebanho para além do deserto, Moisés chega ao monte de Deus, Horeb. Ao avistar uma sarça ardente, ele sobe o morro e ouve a voz de Deus que lhe ordena a voltar ao Egito, a fim de liderar os israelitas em sua jornada até o Sinai, onde receberão as Leis de Deus. Tocado pela luz do Espírito Eterno, ele decide voltar ao Egito, ocasião em que Josué, que havia escapado de lá, e Séfora pedem para acompanhá-lo.

Ao chegar ao Egito, Moisés confronta Ramsés, exigindo a liberdade de seu povo. O faraó ri de sua exigência, enquanto Nefretiri se emociona ao vê-lo vivo. Mesmo quando Moisés faz com que seu cajado se transforme numa serpente que engole as dos sacerdotes egípcios, Ramsés continua a ignorar seus pedidos por acreditar que se trata de um truque de mágica, até mesmo quando o Egito é atingido por nove pragas. Quando Moisés transforma o Nilo em sangue por sete dias, os consultores de Ramsés o aconselham a ceder às suas exigências, mas o faraó ainda insiste em que deve haver uma explicação natural para o fenômeno. Ao voltarem a se encontrar, Ramsés comunica a Moisés que, no dia seguinte, seus soldados irão matar todos os primogênitos hebreus, mas suas palavras se voltam contra ele, pois, enquanto os hebreus protegem seus filhos pintando suas portas com sangue de cordeiro, uma peste se espalha e mata cada filho primogênito egípcio, incluindo o próprio filho do faraó.

De luto, Ramsés concede a liberdade dos escravos exigida por Moisés, iniciando-se o êxodo do Egito. A vingativa Nefretiri, no entanto, zomba do marido até que ele ordena que seus homens persigam os escravos libertados. Quando as forças egípcias encontram os hebreus na altura do Mar Vermelho, Datã tenta fazer com que o povo se revolte contra Moisés por achar que ele os está levando para a morte. Entretanto, para demonstrar o poder do Senhor, Moisés usa seu cajado para abrir um caminho no Mar Vermelho e permitir que seu povo o atravesse sem risco, enquanto uma coluna de fogo retém os egípcios. Quando o fogo se dissipa, Ramsés dá ordens para que seus soldados cruzem o Mar Vermelho, mas antes que eles possam alcançar os hebreus, Moisés restaura o mar e os egípcios são afogados. Derrotado, Ramsés retorna ao palácio e lá declara a Nefretiri que o Deus de Moisés não pode ser desafiado.

Logo depois, Moisés conduz seu povo à base do Monte Sinai e sobe a montanha para receber as Leis de Deus. Quarenta dias se passam, deixando as pessoas cada vez mais ansiosas. Datã, mais uma vez, exorta o povo a matar Moisés e retornar ao Egito, onde pelo menos podem encontrar comida. Datã assegura que, se eles seguirem um ídolo egípcio, estarão a salvo da ira do faraó. A Aaron é, então, ordenado que construa um enorme bezerro dourado. Enquanto isso, no Monte, Moisés testemunha o dedo de Deus esculpir seus Dez Mandamentos em duas tábuas de pedra.

Ao descer do Sinai para partilhar as leis, Moisés fica horrorizado ao ver o povo adorando o bezerro. Datã tenta desafiá-lo, mas Moisés joga as tábuas no chão, causando um imenso terremoto que engole os não crentes. Embora sejam forçados pela ira de Deus a vagar pelo deserto por quarenta anos, Moisés e seu povo continuam fortes em sua fé, até que um dia, eles chegam ao Rio Jordão onde, do outro lado, encontra-se a terra prometida.

Moisés informa sua família que Deus lhe disse para não atravessar o rio. Assim, ele entrega seu cajado e seu manto a Josué, ungindo-o como o novo líder. Com as tábuas restauradas na Arca da Aliança, Moisés exorta seu povo a proclamar a liberdade em toda a terra e, em seguida, dá adeus enquanto sobe o Monte Nebo.

Cena do filme biblíco da Paramount Pictures, 1956
COMENTÁRIOS

Com quase três horas e meia de duração, “Os Dez Mandamentos”, além de ser um filme cativante e de bom gosto, é um épico no verdadeiro sentido da palavra. Produzido e dirigido pelo cineasta Cecil B. DeMille, sua história gira em torno da vida de Moisés, príncipe egípcio que descobre ser sua mãe biológica uma escrava hebréia, e que é escolhido por Deus para libertar seu povo do Egito e para receber, no alto do Monte Sinai, as tábuas com os Dez Mandamentos escritos pelo Senhor.

Trata-se do último filme de DeMille como diretor. Dois anos depois, ele encerraria definitivamente sua carreira no mundo do cinema, ao trabalhar como produtor executivo do filme “Lafitte, o Corsário”, de Anthony Quinn, na época seu genro.

Com um grande orçamento, tudo nesse filme é gigantesco: enormes cenários, milhares de figurantes, etc. O elenco é igualmente impressionante. Em sua interpretação de Moisés, Charlton Heston apresenta um carisma extraordinário. Yul Brynner, por outro lado, nos faz acreditar ser ele um membro da realeza egípcia daquela época. Aos dois, somemos ainda as interpretações de Anne Baxter como a princesa Nefretiri, Edward G. Robinson como o traidor Datã, Vincent Price como o frio construtor Baka, Yvonne De Carlo como a esposa de Moisés, Debra Paget como a escrava Lília, John Derek como Josué, John Carradine como Aarão, irmão de Moisés, Martha Scott como Jocabed e Nina Foch como a filha do faraó e mãe de criação de Moisés, todos muito bem. Apenas uma ressalva para a escalação de Nina Foch como mãe adotiva de Moisés, uma vez que, na vida real, Charlton Heston (o filho) é seis meses mais velho que ela (a mãe).

“Os Dez Mandamentos” nos brinda ainda com inúmeras cenas memoráveis, tais como a abertura do Mar Vermelho para a passagem dos hebreus, as diversas pragas que assolam o Egito, especialmente aquela que transforma as águas do Rio Nilo em sangue, entre outras.

Ganhador do Oscar de Melhores Efeitos Especiais, o filme recebeu ainda cinco outras indicações, inclusive a de melhor filme do ano.

O filme foi produzido pelos Estúdios da Paramount Pictures, em VistaVision, Technicolor 35mm. Anos depois acompanhando a mágia do cinema, nos foi apresentado em CINERAMA, 70mm e Som Stereofonic.

Fonte: www.75anosdecinema.pro.br

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Qual é a origem do feriado de Corpus Christi?

Corpus Christi significa "corpo de Cristo", em latim. É uma data celebrada pela Igreja Católica.
Foto: Ângelo D`amico

A frase em latim "Corpus Christi" foi campeã de buscas na internet nesta quarta-feira (30), véspera do feriado. Muitos brasileiros já marcam a data de hoje no calendário como um dia para viajar ou descansar.

O que poucos sabem é que não se trata de um feriado nacional, mas sim de ponto facultativo. Ou seja, na maioria das cidades, os empregadores não têm obrigação de liberar os funcionários. Cada empresa decide se vai ou não paralisar os serviços por um dia.

A regra é outra em cidades que aprovaram leis tornando Corpus Christi um feriado municipal. Para a alegria de quem se programa todo ano para tirar o dia de folga, muitos municípios optaram por isso. É o caso, por exemplo, do Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Maceió (AL) e Vitória (ES).
No Distrito Federal, por outro lado, esta quinta-feira será dia de ponto facultativo. E aquela "enforcada" da sexta-feira para viabilizar uma viagem ou um descanso mais longo depende, também, da boa vontade de cada empresa.
Alguns dos tribunais de Brasília, como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), folgarão nesta quinta-feira, mas trabalharão normalmente na sexta-feira. No Congresso Nacional, deputados e senadores devem ter nesta quarta as últimas sessões da semana.

Mas o que quer dizer Corpus Christi?

Significa, em latim, "corpo de Cristo". É uma data móvel celebrada pela Igreja Católica sempre 60 dias depois do domingo de Páscoa ou na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade. Na tradição católica, esta quinta-feira é considerada o dia no qual Jesus Cristo instituiu o sacramento da eucaristia.
De acordo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no Corpus Christi se celebra a "presença real de Jesus Cristo no pão e no vinho".
A celebração de Corpus Christi foi instituída em 1264 pelo papa Urbano IV
Desde quando a data é celebrada?
A festa foi instituída pelo papa Urbano IV, no dia 8 de setembro de 1264 - ele publicou uma bula papal sobre o tema, chamada de "Transiturus", instituindo a data e concedendo indulgências às pessoas que fossem à missa neste dia. Segundo alguns biógrafos, o papa medieval incumbiu o filósofo e teólogo italiano São Tomás de Aquino (1255-1274) de redigir um rito ("ofício") para a celebração da data.
Urbano, porém, morreu poucos anos após instituir a festa, em outubro do mesmo ano - o que acabou retardando a adoção das celebrações. A comemoração de Corpus Christi só "pegaria" para valer décadas depois, quando a data foi reafirmada pelo Concílio de Viena, em 1311.
Uma forma tradicional de celebrar é com uma procissão em alusão à caminhada do "povo de Deus" em busca da Terra Prometida.
Em Portugal, o dia é chamado também de "Corpo de Deus", e é comemorado às vezes com procissões pelas ruas - que também acontecem em algumas cidades do Brasil. Em algumas cidades brasileiras, há o costume de adornar as ruas com "tapetes" feitos de serragem colorida e outros materiais.
Fonte: www.bbc.com

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Imprensa Oficial lança edital para profissionais de Comunicação


Iniciativa marca comemoração aos 10 anos da Revista Graciliano e contempla jornalistas, fotógrafos e ilustradores
o objetivo é celebrar a consolidação do projeto editorial, ofertar mais oportunidades de trabalho para profissionais da Comunicação e presentear os leitores alagoanos com novas publicações.       Roger Ferraz


Texto de Myllena Diniz
Em comemoração aos 10 anos da Revista Graciliano, a Companhia de Edição, Impressão e Publicação de Alagoas (Cepal), também conhecida como Imprensa Oficial Graciliano Ramos, lançou, nesta quarta-feira (16), na Livraria Leitura, edital destinado a profissionais da Comunicação, nos segmentos de Jornalismo, Fotografia e Ilustração.

Ao todo, o plano oferece 24 oportunidades de trabalho – 12 para jornalistas, 8 para fotógrafos e 4 para ilustradores –, todos na categoria de free lancer, para profissionais interessados em participar da elaboração do conteúdo da Revista Graciliano em 2018, período no qual serão lançadas quatro novas edições da publicação.

De acordo com Dagoberto Omena, diretor-presidente da Cepal, o objetivo é celebrar a consolidação do projeto editorial, ofertar mais oportunidades de trabalho para profissionais da Comunicação e presentear os leitores alagoanos com novas publicações. “A Revista Graciliano tem um papel de destaque na Imprensa Oficial, pois, além de ter sido nosso primeiro projeto editorial, é um dos mais bem-sucedidos no Estado de Alagoas. Então, iremos comemorar esses dez anos de referência no mercado ao lado de quem sabe produzir conteúdo de qualidade, por meio de um processo seletivo transparente, impessoal e democrático”, destaca Dagoberto Omena.

Conforme disposto no edital, a remuneração varia de acordo com o segmento. Para jornalistas, a contrapartida é de R$ 3 mil por reportagem; para fotógrafos, R$ 2 mil por ensaio fotográfico; e para ilustradores, R$ 300,00 por ilustração – podendo ser até 15 por edição.

Os profissionais serão selecionados por uma comissão avaliadora e estarão divididos em quatro equipes, que devem atuar simultaneamente na confecção das quatro edições da revista. “Os candidatos passarão por uma seleção rígida, que leva em consideração uma gama de documentos e certificações, por isso é tão importante estarem atentos às exigências do edital. Mas eles serão classificados, sobretudo, pela experiência no mercado e pela qualidade do portfólio. Nosso intuito é continuar valorizando o capital humano de Alagoas e resgatando os fatos mais importantes do Estado”, salienta Patrycia Monteiro, editora da Imprensa Oficial.

Inscrições
As inscrições ocorrem presencialmente, na sede da Imprensa Oficial Graciliano Ramos, em Maceió, entre os dias 17 de maio e 17 de junho deste ano. Os interessados poderão requerer o credenciamente em mais de um segmento de atuação, desde que comprovem a qualificação nas áreas de trabalho.

Entre os documentos obrigatórios para o credenciamento, estão: documento legal de identificação que prove idade superior a 18 anos, com foto e assinatura; comprovante de inscrição no Cadastro de Pessoa Física; comprovante de residência com data de emissão não superior a três meses; Certidões Negativas de Débitos relativos a tributos federais e estaduais, expedidas pela Receita Federal e pela Secretaria da Fazenda, respectivamente; e Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas, expedida pelo Tribunal Superior do Trabalho.

Sobre a Revista Graciliano
Lançada em 2008, a publicação é referência no mercado editorial, com conteúdo especializado na cultura alagoana. Desde a sua criação, foram publicadas 30 edições, com as mais variadas temáticas locais – histórias do futebol alagoano; gastronomia; centenário da Quebra de Xangô; cinema; arte popular; música; fauna; design e identidade visual; carnaval; Cangaço; produção de arte nos Anos de Chumbo; fotografia; e personalidades, como Zumbi, Graciliano Ramos, Djavan e Jorge de Lima.

Edital disponível aqui.