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| Mestra do Pastoril, Bertulina, selecionada no edital de 2014.
Nova edição irá
preencher uma vaga para mestre da cultura popular; inscrições seguem até o dia
12 de março
Texto de
Ascom/Secult
A Secretaria de Estado da Cultura
(Secult) lançou o edital de inscrição para o Livro de Registro do Patrimônio
Vivo do Estado de Alagoas, disponível no Diário Oficial do Estado desta
quinta-feira (8). Na edição será uma vaga, destinada à representantes da cultura
popular do Estado. As inscrições seguem até o dia 12 de março.
O edital de inscrição no Livro de
Registro do Patrimônio Vivo do Estado de Alagoas (RPV-AL), criado pela Lei nº
6.513, de 22.09.2004 e alterada pela Lei nº 7.172, de 30.06.2010, reconhecerá
como Patrimônio Vivo do Estado da Alagoas mestre e mestras que detenham os
conhecimentos ou as técnicas necessárias para a produção e para a preservação
de aspectos da cultura tradicional ou popular de uma comunidade estabelecida em
Alagoas nas áreas de danças e folguedos da cultura popular, literatura oral
e/ou escrita, gastronomia, música, artes cênicas, artesanato, dentre outras.
Será considerado apto a receber o
registro de Patrimônio Vivo brasileiro residente em Alagoas há 20 anos, que
tenha participação comprovada em atividades culturais no mesmo período e esteja
capacitado a transmitir seus conhecimentos ou suas técnicas à sociedade, de
forma presencial ou por intermédio dos mais diversos meios de comunicação.
Uma comissão especial composta por
cinco representantes de entidades relacionadas à cultura irá analisar e avaliar
os candidatos, segundo os critérios de sustentabilidade cultural, currículo do
participante, reconhecimento na sua comunidade e por outros segmentos como
transmissor e fomentador desse saber e cultura dos povos tradicionais
(indígenas e/ou quilombolas).
Os candidatos devem se inscrever
através de um formulário padrão disponível no portal da Secretaria de Estado da
Cultura, através do endereço eletrônico www.cultural.al.gov.br e entregá-lo devidamente
preenchido no setor de Protocolo da Secult, de segunda à quinta-feira, das 9h
às 13h, e na sexta-feira, das 9h às 12h. A Secult fica localizada na Praça
Marechal Floriano Peixoto, 517, Centro.
Para o secretário de Estado da Cultura,
Paulo Poeta, reconhecer a arte e a vida dos mestres é uma forma de homenagear
estes personagens marcantes da cultura alagoana. “É importante reconhecer esses
artistas que preservam nossa cultura, repassando os seus saberes populares para
as novas gerações”, disse.
Fonte: www.cultura.al.gov.br
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sábado, 9 de fevereiro de 2019
Secult lança edital de Registro do Patrimônio Vivo de Alagoas
segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz 2019 – primeiro de janeiro
domingo, 30 de dezembro de 2018
segunda-feira, 24 de dezembro de 2018
Papa na Missa do Galo: Jesus, alimento de amor e simplicidade
domingo, 23 de dezembro de 2018
Os Três Reis Magos
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Os três reis magos. Foto:
Maciej Sojka / Shutterstock.com
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A tradição dos Três
Reis Magos remonta ao nascimento
de Jesus. As referências a este episódio nos Evangelhos é muito vaga,
não se sabe quantos seriam estes personagens que visitaram a Criança assim que
Ela nasceu, evento que consta no Evangelho de Mateus. Não se sabe com certeza
nem mesmo se eram reis, há pesquisadores que acreditam ser eles sacerdotes
seguidores de Zaratustra, da
Pérsia, ou seus conselheiros. Supõe-se que eram três pelo número de presentes
oferecidos ao Mestre. Seus nomes seriam Melchior, rei da Pérsia; Gaspar, rei da Índia,
e Baltazar,
rei da Arábia, os Santos Reis, porque são considerados bem-aventurados. Eles
ganharam estas denominações cerca de oitocentos anos após o nascimento do
Messias.
Os reis
fizeram uma longa viagem até a manjedoura, lá chegando apenas no dia seis de
janeiro, daí o Dia de Reis ser comemorado nesta data. Narra a tradição que eles
seguiram a estrela que lhes indicava a localização exata de Jesus, e também que
eles teriam oferecido ao Menino ouro, incenso e mirra, o primeiro simbolizando
a realeza de Jesus; o segundo, a sua Natureza Divina, a fé, já que o incenso
era muito usado nos templos para representar as preces que seguem do Homem para
Deus; e o terceiro, a imortalidade e a alusão à sua futura morte no martírio,
pois a mirra era muito utilizada para a preparação dos cadáveres, com o
propósito de conservá-los infinitamente. Ela foi usada também no corpo de Jesus
após a Crucificação. Destes magos e de seus gestos herdamos a tradição de dar
presentes uns aos outros no Natal.
Eles também representavam a humildade dos poderosos que se curvariam diante da Realeza Maior de Jesus, cumprindo as profecias que prediziam a humilhação dos grandes dominadores terrenos e a glorificação dos humildes. É nesse sentido que a Igreja preserva o culto aos Reis Magos, que receberam esse título apenas no século III, cumprindo assim a profecia de que os reis se prostrariam diante Dele. Para o catolicismo, eles representam a obediência aos desígnios divinos, o desprendimento dos patrimônios materiais, o compartilhamento destes bens com os necessitados.
Não há provas históricas da existência desses Reis e no próprio Evangelho são citados apenas por Mateus. Talvez eles sejam apenas um símbolo, uma metáfora da legitimação de Jesus por todos os povos da Terra. O que importa, porém, é que a tradição permanece viva, inclusive através da popular Folia de Reis – festa de origem portuguesa que relembra anualmente a visita dos Reis Magos a Jesus. Em alguns países essa comemoração tornou-se mais importante que o próprio Natal. No Brasil, grupos de pessoas vestidas a caráter visitam algumas casas tocando músicas que glorificam o nascimento do Menino Jesus e a visitação dos Santos Reis. As festas, que se iniciam próximo ao Natal, são encerradas no dia seis de janeiro, quando se comemora o Dia de Reis.
sábado, 15 de dezembro de 2018
QUE FIM LEVARAM AS DEZ TRIBOS PERDIDAS ?
quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
Patrimônio Vivo de Alagoas, Mestre Maria Flor morre aos 88 anos
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| Mestra era referência no Guerreiro alagoano, consagrada como a rainha do guerreiro no Estado |
Texto de Paula Nunes
A mestra do Guerreiro Maria Flor
dos Santos, popularmente conhecida como Dona Flor – “Senhora dos Anéis” - ,
faleceu na madrugada de segunda-feira (10.12.2018), aos 88 anos. A causa da
morte não foi divulgada pela família. Mestra Maria Flor era considerado Patrimônio
Vivo de Alagoas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da
Cultura (Secult), desde 2009.
Sempre lembrada por estar sempre
cheia de enfeites brilhantes e coloridos. Muitas pulseiras, colares e brincos,
roupas de cores vibrantes e vistosas, unhas e lábios sempre pintados de
vermelho, detalhes que sempre remeteram a Maria Flor, uma autêntica rainha,
dentro e fora do guerreiro.
Começou a dançar aos dez anos na
casa de seus pais e muito nova foi Estrela de Ouro e Rainha. Costumava dizer
que a coisa melhor do mundo é o guerreiro. Dona Flor participou do projeto
“Mestre na Escola”, da Secretaria de Estado da Educação, criando, junto com o
mestre Juvenal Leonardo, o belíssimo “Guerreiro das Artes”, no Núcleo de
Extensão Artístico, do CEPA.
Em 2009, foi considerada
Patrimônio Vivo, pela lei de Registro do Patrimônio Vivo de Alagoas, assumindo
o compromisso de repassar o saber e o fazer da nossa cultura popular as novas
gerações, sempre com o objetivo de preservar e divulgar o folclore alagoano.
Mellina Freitas, titular da
Secult, lamenta a morte de Maria Flor. “A cultura alagoana perde uma das
flores. Maria Flor dos Santos, a Dona flor, deixa uma lacuna entre os mestres
da cultura popular. A rainha de Guerreiro será para sempre lembrada por sua
alegria, vibração e amor às nossas tradições. Meu profundo pesar a todos os
amigos e familiares”, disse.
Fonte: www.agenciaalagoas.al.gov.br
terça-feira, 4 de dezembro de 2018
Brasil ocupa 4° lugar em ranking de tributos na conta de luz
sexta-feira, 30 de novembro de 2018
Professora Nádia Fernanda lança livro sobre padre Dâmaso
Professora Nádia Fernanda. Foto: Karina Dantas/Adufal
O evento, que ocorreu no auditório da Sede da Adufal, no bairro do Farol, contou com a presença de diversos amigos da autora, bem como do presidente da Adufal, professor Jailton de Souza Lira, que saíram do recinto com um exemplar do livro, presenteados pela professora Nádia. “Aquilo que a gente muito ama não se vende, se doa”, explicou.
Nádia tem 73 anos e é
professora aposentada pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), antropóloga
com mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo (USP) e já lançou
vários livros durante sua carreira profissional, mas este ela considera ser um
dos mais especiais.
“Eu fiz esse livro com o resto
das minhas forças, coloquei informações importantes colhidas ao longo da minha
vida. Não é um livro acadêmico, é um livro panorâmico para todos os públicos”,
disse a autora.
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
Gregory Peck é o herói que vem do Leste
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| Gregory Peck, ator principal do filme "Da Terra Nascem os Homens" |
A história comporta momentos interessantes. O melhor deles é, sem dúvida,
quando Peck sai por um território que não conhece, munido de sua bússola. Todos
pensam que está perdido. Esquecem-se que o espaço do marinheiro é diferente do
de um caubói.
A partir daí já estarão lançados os princípios da trama que virá. Trata-se de um faroeste para quem não gosta de faroestes. A noção que se faz do Oeste é basicamente ilustrativa: mostra um espaço ao qual o filme não está integrado e nem quer se integrar.
"Da Terra Nascem os Homens" maneja os princípios do "western" psicológico e ao mesmo tempo endereça-se essencialmente às mulheres.
A partir daí já estarão lançados os princípios da trama que virá. Trata-se de um faroeste para quem não gosta de faroestes. A noção que se faz do Oeste é basicamente ilustrativa: mostra um espaço ao qual o filme não está integrado e nem quer se integrar.
"Da Terra Nascem os Homens" maneja os princípios do "western" psicológico e ao mesmo tempo endereça-se essencialmente às mulheres.
Sua questão central não é o comportamento masculino (embora passe por
aí), mas como as mulheres devem se comportar em face de seus amados: devem vê-los
como heróis, mesmo quando não parecem ser.Embora o aparato psicológico possa impressionar à primeira vista, deter-se
sobre ele é o mesmo que se decepcionar. O homem padrão da história, Gregory
Peck, é de uma perfeição heróica que chega à monotonia.
O filme é, nesse sentido, a negação do faroeste, um gênero constituído sobre a imperfeição dos homens, sobretudo a dos heróis. Requenta o mito do heroísmo (leitura limitada do gênero) e o aplica a um cenário que está ali para ser apenas isso mesmo: um cenário, não um espaço de luta.
Filme: Da Terra Nascem os Homens (The Big Country)
Produção: EUA, 1958, 165 min.
Direção: William Wyler
Elenco: Gregory Peck, Charlton Heston, Jean Simmons, Carroll Baker, Burl Ives
Inácio Araújo - Redação
Folha: www1.folha.uol.com.br
quinta-feira, 22 de novembro de 2018
Ganga Zumba, Rei do Quilombo dos Palmares
Ganga Zumba (1638-1678)
foi o primeiro rei do Quilombo dos Palmares, um dos muitos quilombos da era
colonial no Brasil que servia como abrigo aos escravos fugitivos.
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| Ilustração representando Ganga Zumba |
Cada mocambo era liderado por um
parente ou chefe de confiança. Apesar de Ganga Zumba ter sido proclamado rei do
lugar, as decisões importantes era tomadas por um colegiado, na presença de
todos os líderes.Isto era a reprodução da organização social que os negros
conheciam na sua terra natal, Angola.
Devido às fugas de escravos, sejam elas
planejadas ou espontâneas, a população do quilombo cresce. Desta maneira, as
investidas contra o quilombo aumentaram
tanto no período de dominação holandesa quanto com os portugueses.
Sendo assim, era necessário acabar com o Quilombo dos Palmares para recuperar a
mão de obra escrava e para que o exemplo não se espalhasse pela colônia.
Deste modo, Ganga Zumba enfrenta vários ataques derrotando os portugueses
com o sistema de guerrilhas atacando-os pela retaguarda.
Também sofreu reveses que destruíram parte da produção agrícola dos
mocambos. Numa dessas batalhas, alguns dos seus filhos e sobrinhos foram presos.
Em 1678, o governador Pedro de Almeida
liberta alguns parentes que levam a Ganga Zumba uma proposta de paz. Os
quilombolas se mudariam para o Vale do Cacaú e não deveriam aceitar mais
escravos fugidos das fazendas.
A proposta divide os líderes dos mocambos no Quilombo dos Palmares. Vários
líderes, como Zumbi,
não aceitam o tratado e desejam continuar a lutar. Outros, cansados das
batalhas, apoiam a Ganga Zumba.
Sem conseguir chegar à unanimidade, parte dos moradores decide abandonar o
quilombo, enquanto outro grupo permanece ali. A liderança da comunidade, agora,
é assumida por Zumbi.
Ao chegar no Vale do Cacaú, Ganga Zumba percebe que foi enganado. As
terras não eram boas para o cultivo e os moradores não teriam direito a
circular livremente, além de estarem vigiados.
A morte de Ganga Zumba é incerta. Alguns estudiosos afirmam que teria sido
morto por um aliado de Zumbi, outros apontam que foram seus próprios liderados
que o teriam assassinado. Igualmente, há quem sustente que ele suicidou-se ao
se dar conta que tinha sido ludibriado pelo governador.
Curiosidades
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A vida de Ganga Zumba foi
transformada em filme por Cacá Diegues, em 1964. O roteiro se baseou no livro
do historiador João Felício dos Santos que havia sido premiado pela Academia
Brasileira de Letras.
·
O Quilombo dos Palmares
era chamado de Angola Janga, "Angola Pequena" em bantu.
·
Por Juliana Bezerra,
Professora de História
Fonte:
www.todamateria.com.br
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